Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Apresentação do livro de Daniel Bastos "Fafe – Estudos de História Contemporânea" no Consulado Geral de Portugal em Paris



NOTA À IMPRENSA

Apresentação do livro de Daniel Bastos "Fafe – Estudos de História Contemporânea" no Consulado Geral de Portugal em Paris


No próximo dia 23 de Setembro, às 18h30, o Consulado Geral de Portugal em Paris, acolhe a apresentação do livro do historiador Daniel Bastos “Fafe – Estudos de História Contemporânea” A obra será apresentada pela jornalista da Euronews, Carina Branco e conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Fafe, José Ribeiro.
No livro “Fafe – Estudos de História Contemporânea”, da editora Labirinto, Daniel Bastos aborda sob ponto de vista histórico, com recurso a imagens e citações, o percurso social, económico e político deste concelho minhoto.
Iva Delgado, Presidente da Fundação Humberto Delgado, escreve no prefácio da obra que esta traduz “uma visão da história contemporânea de Fafe numa perspectiva de interacção com acontecimentos nacionais e internacionais e com linhas de rumo ideológicas derivadas da mudança de regimes”.
A abordagem começa a propósito dos acontecimentos que antecederam a implantação da República até os momentos mais relevantes relacionados com o 25 de Abril de 1974 e as primeiras eleições autárquicas, em 1976.
“Este livro é o trabalho de uma investigação de cerca de 10 anos, que incluiu consultas de inúmeros arquivos locais, regionais e nacionais” explica o autor à agência Lusa.
Daniel Bastos é licenciado em história pela Universidade de Évora, cidade onde também fez o curso de Cultura Teológica promovido pelo Instituto Superior de Teologia. Actualmente, é doutorando em Ética e Filosofia política na Universidade Católica de Braga.
Na ocasião, terá lugar uma mostra de vinhos da região.
Paris, 2 de Setembro de 2011

FONTE: Consulado Geral de Portugal em Paris – www.consuladoportugalparis.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Postais antigos da vila de Fafe


Num período em que a nossa terra fervilha com o calor da presença dos nossos patrícios que além-fronteiras levam longe o nome de Fafe e procuram alargar os horizontes da sua existência, deixo aqui alguns postais antigos da nossa cidade, o torrão identitário que nos prende e faz em qualquer canto do mundo suspirar de saudade.
Centro da vila de Fafe no final do séc. XIX

Igreja Nova - Fafe (inicio do séc. XX)

Centro da vila de Fafe na década de 20 (séc. XX)

Centro da vila de Fafe (meados do séc. XX)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ADISFAF e o Projecto “Arões na Europa” dinamizam actividades


 Na próxima sexta-feira, dia 22 de Julho, pelas 21h30m, está agendado um Workshop intitulado “Trabalhar e viver na Europa…que possibilidades?” integrado nas comemorações do 2º aniversário da elevação de Arões São Romão a Vila que irá decorrer no auditório da Junta de Freguesia. Este workshop, promovido pelo Projecto “Arões na Europa”, será dinamizado por Gabriela Salgado, colaboradora da Agência Nacional da Juventude, que irá abordar os diferentes projectos e programas da Agência prestando esclarecimentos a todos os interessados acerca das oportunidades que as diferentes acções podem oferecer. Conta ainda com a participação de Isabel Brites, Licenciada em Direito, que participou no projecto Enjoy promovido pela AMAVE tendo realizado um estágio profissional internacional em Bruxelas, bem como, de Nuno Sousa, Licenciado em Português, Latim e Grego, que actualmente desenvolve a sua actividade no Instituto de Camões na área consular de Bordéus, França. 

De salientar ainda a actividade que decorreu no passado sábado dia 9 de Julho, no Centro para a Formação e Juventude de Arões, uma iniciativa vocacionada para todos os jovens que visou a interacção dos mesmos com a União Europeia cativando-os com actividades lúdicas. Com a colaboração do Agrupamento de Escuteiros 907 - Arões S. Romão e do Grupo de Jovens de Arões, a ADISFAF levou a cabo mais uma iniciativa dinamizadora que permitiu dar a conhecer, a todos os que nela participaram, um pouco mais daquilo que esta associação sem fins lucrativos pretende fazer com os jovens, não só de Arões, mas também todos aqueles que se interessarem pelo projecto e se mostrem curiosos em saber um pouco mais sobre a União Europeia e as potencialidades desta "união" para os jovens.

Num futuro próximo a população de Arões irá ser entrevistada com o objectivo de fazer um levantamento das emigrações do passado e presente permitindo fazer um retrato, o mais fiel possível,  da realidade das nossas gentes. Apoiando-se noutras associações locais a ADISFAF irá ainda, numa parceria com o Teatro de Arões, levar a palco uma peça que retratará a emigração.   

Eliminar as barreiras que por vezes parecem existir entre os jovens e a União Europeia e apostar no diálogo e debate de diferentes visões que privilegiam a dimensão intercultural, apontando para a construção de uma nova Europa que fomente o sentimento de pertença e integração é o grande objectivo do projecto nas palavras de Marisa Sousa.

in www.aroesglobal.com

terça-feira, 28 de junho de 2011

As origens remotas do culto da Senhora de Antime ou Senhora do Sol

O concelho de Fafe, à imagem do verdejante Minho, é um caleidoscópio voluptuoso de festas e romarias, particularmente durante o Verão, época do ano em que as famílias são encorpadas pelo retorno dos emigrantes.
Nesta esteira, a Festa em Honra de N. S. de Antime ou do Sol, realizada no segundo domingo de Julho, assume-se como o momento mais importante do conjunto das festividades locais.
Procissão de N.S.de Antime
As origens deste culto perdem-se na voragem do tempo, mas estudos hodiernos evidenciam que a origem remota desta festa está ligada a um culto solar ou ritual de fecundidade.
Alves da Venda na sua análise à “Comuna de Montelongo e as suas gentes” menciona que o lugar Triz em Antime pode ser uma “variante fonética de Tereis, que era uma variante de Tera, a matriarca eponímica de um dos clãs dos Hárpias”. Tribos de caçadores que no III milénio a.C prestavam culto ao Sol, sendo “razoável admitir que Triz ou Tereis fosse o nome da Senhora do Sol venerada em Antime”.
Imagem de de N.S.de Antime
Este culto religioso imemorável terá perdurado após a conquista romana da Península Ibérica. No entanto, quando no séc. IV o Cristianismo se tornou a religião do Império Romano, o culto pagão terá sido cristianizado, isto é, substituído pela veneração à “Senhora de Antime ou Senhora do Sol”.
Ainda no séc. VI, S. Martinho de Dume figura cimeira da conversão dos Bárbaros ao Cristianismo na Península Ibérica, designadamente os Suevos que estabeleceram o seu reino no actual território de Braga, queixava-se que as populações ainda incorporavam práticas pagãs no seu comportamento religioso.
A metamorfose do culto solar pagão em culto cristão de N. S. de Antime ter-se-á processado definitivamente na Idade Média com a fundação do mosteiro de Santa Maria de Antime, já documentado em 1120. Também o saudoso historiador Miguel Monteiro associa o culto de N. S. de Antime “a uma manifestação mágico-simbólica ao Sol como valor masculino a quem são atribuídas capacidades fecundantes”
Esta ideia é corroborada pela tradição documentada na obra de Pinho Leal do séc. XIX “Portugal Antigo e Moderno”, na qual refere: “Grande romaria a Nossa Senhora d’Antime ou Senhora da Misericórdia, ou do Sol. A imagem é de pedra, e com a charola pesa 24 arrobas! Outros dizem que a senhora pesa 8 arrobas e o andor que também é de pedra (!) outros 8. Levam-na na procissão os maiores valentões da frguezia. São 8 rapagões que levam a charola e a Senhora, mas vão outros 8 para os revezar. Apesar da sua valentia, por várias vezes teem alguns ficado esmagados debaixo da imagem; mas, mesmo assim, há grandes empenhos para levarem a charola, porque teem fé de serem bem sucedidos, nos seus casamentos, se tiverem sido condutores da santa”.
Procissão de N.S.de Antime
A procissão de Nossa Senhora de Antime no séc. XIX assumia-se como uma prova pública de virilidade para os rapazes solteiros, como menciona Miguel Monteiro “é um ritual muito antigo praticado pelos rapazes casadoiros, cumprindo assim o rito da passagem de adolescentes para o estádio dos adultos, num hino à fecundidade”.
Associado ao rito da fecundidade, liga-se indelevelmente o conceito de honra como igualmente Pinho Leal, que ainda acerca da procissão de N. S. de Antime no séc. XIX menciona: “Já dos nossos dias, um dos que ajudava a levar a Senhora, andava picado com outro dos conductores, e ao dobrarem uma esquina, tal geito deu, que o andor cahindo sobre o seu inimigo, o matou logo, ficando esmagado; mas esta morte foi immediatamente vingada por um terceiro, que deu no tal amigo uma choupada matando-o immediatamente e ficando a santa e a charola cheios de sangue!”.

Embora este ritual pré-cristão não subsista actualmente, durante a Guerra Colonial, os rapazes mobilizados na década de 60 e 70, na impossibilidade de carregarem o andor, acarretavam um saco de farinha de peso idêntico ao que lhes caberia se transportassem o andor, de modo a obter a protecção divina da Senhora de Antime.
As raízes ancestrais do culto da Senhora de Antime ou Senhora do Sol, indelevelmente ligadas a um culto solar e de fecundidade, emergiram assim como um culto de adequação à simbologia cristã.


Festa popular de S. João e 3.º aniversário da Rotinha do Milénio animaram fim-de-semana em Cepães

O fim-de-semana passado na freguesia de Cepães ficou marcado por mais um conjunto dinâmico de actividades que proporcionaram momentos de convívio e diversão à população.

No sábado à noite, a freguesia reviveu a tradicional festa popular de S. João que se realizou junto ao largo da Capela de N. S. de Guadalupe e juntou centenas de populares. Tratou-se do ressurgimento de uma festividade que já há alguns anos não era realizada na freguesia, mas que este ano foi recuperada por um grupo de cepanenses, que temperaram nessa noite o espírito folião da freguesia com música popular e o tradicional caldo verde regado com vinho verde acompanhado de uma sardinhada. 
Festa de S. João 1

Festa de S. João 2

Ainda nesse fim-de-semana, no domingo de manhã a Junta de Freguesia de Cepães assinalou o 3.º aniversário da “Rotinha do Milénio”, um percurso pedestre que percorre as belezas paisagísticas da freguesia, que contou com a colaboração dos Restauradores da Granja, da Sociedade de Recreio Cepanense, da Fábrica da Igreja de S. Mamede de Cepães e da Paróquia de Cepães. 
Rotinha do Milénio 1

Rotinha do Milénio2

Rotinha do Milénio3

Rotinha do Milénio4

Marcado pelo intenso calor que se verificou nesse dia, os caminhantes concentrarem-se durante a manhã nas imediações da Capela de N.S. de Guadalupe, percorrendo com boa disposição o trilho pedestre que procurou conciliar os benefícios do exercício físico e a divulgação de locais emblemáticos e paisagísticos de Cepães.