Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador, professor e político minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cepães organizou passeio – convívio da freguesia


A Junta de Freguesia de Cepães promoveu no domingo passado, 24 de Junho, o tradicional passeio – convívio, que levou mais de trezentos cepanenses a dois importantes santuários da Diocese do Porto: Nossa Senhora da Saúde e Nossa Senhora da Assunção.

O passeio – convívio iniciou-se de manhã às 07:O0h com a concentração das pessoas junto à Igreja Paroquial de Cepães, onde se encontravam cinco autocarros que transportaram os convivas de manhã em direcção ao Santuário de Santa Eufémia na Trofa, cujo templo situado no ponto mais alto de Alvarelhos terá sido construído no séc. XVI. No "Monte de Santa Eufémia”, os convivas foram presenteados pela Junta de Freguesia de Cepães com um porto de honra e doces tradicionais que retemperaram forças e energias para a deslocação ao Santuário Nossa Senhora da Saúde.




















Neste verdejante santuário dedicado ao culto da Nossa Senhora da Saúde, localizado nos Carvalhos em Vila Nova de Gaia, foi concelebrada pelo pároco de Cepães, Pe. José Marques, e o padre claretiano Custódio Pinto, uma eucaristia que congregou todos os participantes e que foi abrilhantada pelo Grupo Coral da Paróquia de Cepães.
No final da eucaristia, reinou a boa disposição num almoço em que os convivas munidos do seu merendeiro se distribuíram pela verdejante paisagem natural que rodeia o santuário, dando largas à boa disposição, partilha e convívio, recordando-se peripécias e memórias de outros tempos animadas por danças e músicas tradicionais interpretadas por elementos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cepães.























Ainda antes do regresso a Cepães, o numeroso grupo visitou o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em cuja Basílica de granito, em estilo neo-românico, de planta cruciforme, construída de acordo com os gostos revivalistas da segunda metade do séc. XIX., se desfruta uma excelente vista panorâmica sobre a cidade de Santo Tirso. 




























O regresso à freguesia aconteceu ao final da tarde, tendo o alegre convívio decorrido sem incidentes, fortalecido o espírito de amizade e solidariedade dos cepanenses, e proporcionado momentos de bem-estar, cultura e confraternização.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Associação SENTIR organizou seminário sobre “Violência na 3ªIdade: diagnóstico e intervenção”


A Associação SENTIR realizou, no passado dia 8 de junho, um seminário alusivo ao tema “Violência na 3ªidade: diagnóstico e intervenção” no âmbito do seu projeto “Ínclita Geração: passado, presente e futuro”. Este projeto, apoiado pela Agência Nacional para a Juventude em Acção, tem como objetivo primordial a promoção do diálogo intergeracional indo de encontro à comemoração do Ano Internacional do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações. 

A sessão contou a participação de representantes de algumas instituições da região, a saber: Isabel Araújo, psicóloga na Santa Casa da Misericórdia, 2º Comandante Manuel Mota da Guarda Nacional Republicana de Fafe e Ana Noronha do Instituto de Estudos Superiores de Fafe, e profissionais na área de Educação Sénior – Sónia Dourado – e Orlando Carvalho advogado e Presidente da delegação da Ordem dos Advogados de Fafe. 


A sessão, com uma audiência de cerca de 50 pessoas, abordou a delicada questão ligada aos vários tipos de maus-tratos de que a pessoa idosa é vítima e seus impactos, formas de evitar e gerir situações que envolvem familiares do público em causa, a necessidade da revisão do estatuto do idoso, entre outras. No final das comunicações, Sónia Fernandes – Presidente da Associação SENTIR - despoletou um pequeno debate em torno se situações práticas que a audiência apresentou, que viram de alguma forma desmistificado o procedimento dado em algumas situações mais específicas. 



A responsável da SENTIR rematou sublinhando o longo percurso a percorrer junto deste público-alvo, ficou também visível a todos os presentes a insuficiência atual do nº de instituições ligadas a serviços à 3ª idade face à população existente. Por fim reforçou a importância do voluntariado jovem e lançou o desafio a todos os presentes de se juntarem à SENTIR como voluntários nas suas iniciativas referindo ainda que a sua sede atual é no Edifício do Grupo Nun’Alvares (2ºandar, frente).

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Festa de N. S. de Guadalupe congregou centenas de fieis em Cepães


Realizaram-se no fim-de-semana passado, 2 e 3 de Junho, as Festas em Honra de Nossa Senhora de Guadalupe, a principal festividade religiosa da freguesia de Cepães. O programa festivo alusivo à “protectora da lavoura” de Cepães iniciou-se no sábado à noite (2 de Junho), com o tradicional sermão e procissão de velas de S. Tiago para a Igreja Paroquial, em que centenas de pessoas incorporaram o cortejo que foi abrilhantado com a presença da com a presença da Fanfarra do Corpo Nacional de Escutas de Golães.



Ainda na noite de sábado, no final da procissão, o programa festivo, como é tradição, contemplou uma vertente profana, com a actuação do agrupamento musical “Banda Sabor”, e uma monumental sessão de fogo-de-artifício, que matizou o céu da freguesia de todas as cores e cativou a população.

O programa desenrolou-se na manhã de domingo, com a celebração de uma missa solene cantada pelo Grupo da Paróquia de S. Mamede de Cepães. Ao início da tarde deu entrada na freguesia a Banda de Música de Golães, vinda do lugar de S. Tiago, assim como a Fanfarra de Serzedo que entrou pelo lugar da Gaia.

Após a atuação da Banda de Música de Golães tiveram inicio os atos religiosos, seguidos da grandiosa procissão de N. S. de Guadalupe, que foi uma vez mais uma impressionante manifestação religiosa de grande devoção popular que acolheu centenas de fiéis, que vieram de vários pontos do concelho e da região. A procissão em oração foi conduzida pelo pároco de Capães, Pe. José Marques, tendo sido seguida por vários andores adornados, figurantes e representações da freguesia.





















As cerimónias festivas que se prolongaram pela noite dentro, com a atuação do Rancho Folclórico de Cepães e do Rancho Folclórico Martim de Freitas, computou ainda uma sessão noturna de fogo-de-artifício.




Refira-se ainda, que no seguimento do processo de reavivar da tradição e cultura popular que tem sido empreendido em Cepães, está calendarizado na freguesia a realização durante este ano de duas feirinhas tradicionais destinadas à venda de produtos da região. A primeira no dia 1 de Julho (domingo), no final da missa das 7h30, junto à Capela de N.S. de Guadalupe, e a segunda, no dia 14 de Outubro (domingo), igualmente no final da missa das 7h30, junto à Capela de N.S. de Guadalupe.

domingo, 27 de maio de 2012

Teatro – Cinema de Fafe encheu para apresentação da obra “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 anos ao Serviço da Comunidade”


No passado dia 25 de Maio, o historiador Daniel Bastos apresentou no Teatro – Cinema de Fafe o livro Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 anos ao Serviço da Comunidade (1862 – 2012).

A apresentação do livro, integrada nas Comemorações do 150º aniversário da fundação da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, instituição de referência no concelho e maior Misericórdia do distrito em serviços prestados à comunidade e em número de valências que comporta, contou com a presença de Manuel Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), e Maria Beatriz Rocha – Trindade, Professora Catedrática da Universidade Aberta, autora do prefácio da obra.


Com uma enorme afluência da comunidade local, em particular da “família” da Misericórdia de Fafe, que sobrelotou a joia da coroa da cultura da cidade, a sessão contou também com a presença do executivo camarário e do presidente da Assembleia Municipal, antigos autarcas, associações culturais, agentes económicos, representantes dos agrupamentos escolares, clérigos e demais forças vivas do concelho, assim como de provedores de Misericórdias da região e do vereador da cultura do Município de Cabeceiras de Basto.


A iniciativa foi antecedida pela apresentação pública do hino da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, cuja letra foi criada por Laura Campos, antiga utente do Lar Joaquina Leite Lage, singelamente interpretado por meia centena de crianças, jovens e funcionários dos infantários e salas de estudo da instituição, que presentearam ainda o público com um espetáculo de bailado.


Na mesa de apresentação do livro, edição da Santa Casa da Misericórdia de Fafe com quase 350 páginas, além do historiador Daniel Bastos, autor da obra, da investigadora Maria Beatriz Rocha – Trindade, responsável pelo prefácio, e de Maria das Dores Ribeiro João, Provedora da Misericórdia de Fafe, tomaram igualmente assento o historiador Artur Ferreira Coimbra, que assina o posfácio do livro, António Marques Mendes, Presidente da Assembleia-geral da organização, Manuel Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, e José Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Fafe. 

A sessão de apresentação foi aberta pelo causídico António Marques Mendes, que estando há mais de duas décadas dedicadamente à frente da Mesa da Assembleia Geral, deu as boas vindas a todos os presentes congratulando-se pela presença significativa da comunidade local na efeméride. Recordando a rica história da instituição, António Marques Mendes, regozijou-se pela Misericórdia ter agora a sua história em livro, e evocou a figura marcante do saudoso Cónego Joaquim Leite de Araújo como um dos mais importantes obreiros da Santa Casa da Misericórdia de Fafe.


Seguidamente usou da palavra o Presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), que parabenizou a Misericórdia de Fafe pela seu 150.º aniversário. Aludindo ao papel histórico das Misericórdias, de ajuda aos que precisam, Manuel Lemos recordou o papel estruturante que a Misericórdia de Fafe desenvolveu na região, na área da saúde mediante a administração do Hospital de S. José, unidade de saúde concelhia nacionalizada no pós-25 de Abril, de que a instituição é legítima proprietária, e que poderá constituir uma área de ação futura da Misericórdia de Fafe.


Posteriormente interveio o historiador local, Artur Ferreira Coimbra, que através do posfácio do livro explanou a estrutura monográfica da obra, considerando-a completa, consistente, assente em exaustivas pesquisas em arquivos e bibliotecas e leituras bibliográficas. Felicitando vivamente o amigo e autor pelo profundo trabalho de investigação, salientou que a vistosa monografia passa a constituir um gracioso cartão-de-visita do historial da vetusta instituição que honrou e honra o município e as suas gentes.


Na mesma esteira, a Professora Catedrática da Universidade Aberta, e fundadora e investigadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI), Maria Beatriz Rocha – Trindade, autora do prefácio do livro, evocou o papel dos “brasileiros de torna-viagem” na construção contemporânea do concelho de Fafe e a sua dimensão benemerente na edificação do Hospital de S. José e na fundação da irmandade da Misericórdia. Relembrando a extraordinária obra do ilustre mestre Miguel Monteiro, a socióloga especialista em questões da Diáspora Portuguesa, sustentou que a obra realizada por Daniel Bastos assume-se como um valioso contributo para o conhecimento da instituição, da cidade e do próprio fenómeno migratório português.


No decorrer da sessão de apresentação do livro, o autor da obra, aproveitou o ensejo para agradecer o convite – desafio que a Provedora Maria das Dores Ribeiro João lhe lançou à sensivelmente ano meio para a realização de uma trabalho monográfico sobre a instituição, solicitação a que anuiu pelos laços mútuos de amizade pela principal responsável da organização, assim como pelo facto de a Misericórdia desempenhar um papel social de referência no concelho e no distrito. O historiador agradeceu ainda a colaboração essencial prestada pela instituição no acesso e disponibilização de documentos através do incansável funcionário Paulo Jorge Gonçalves e do voluntário António Augusto Oliveira.


Definindo a Santa Casa da Misericórdia de Fafe como um mosaico que ao longo do seu secular percurso sempre congregou a comunidade local diluindo diferenças e aglutinando vontades, Daniel Bastos agradeceu ainda a cooperação do fotógrafo Pedro Miranda e da advogada Isabel Brites. Enaltecendo o trabalho gráfico do tipógrafo Manuel Carneiro da Gráfica do Norte, o historiador local realçou a presença na mesa do autarca José Ribeiro, que considerou como o presidente do Município de Fafe que mais norteou a ação política da edilidade no campo social, e da investigadora Maria Beatriz Rocha – Trindade como autora de uma vasta bibliografia nacional sobre matérias relacionadas com Migrações. 


Presente na cerimónia, o autarca José Ribeiro elogiou o trabalho meritório e insubstituível que a instituição tem realizado para com os que mais necessitam. Destacando o variado leque de serviços sociais prestados à comunidade, o autarca elogiou a singelidade das comemorações do 150.º aniversário da Misericórdia de Fafe que recebeu na sessão solene local evocativa do 38.º aniversário da Revolução de Abril a Medalha de Ouro de Mérito Concelhio em reconhecimento da sua relevante, rica e plurifacetada história, nas áreas da saúde, assistência social, educação e juventude.


Os discursos foram encerrados pela Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, Maria das Dores Ribeiro João, que perante as forças vivas do concelho e os colaboradores das diferentes valências da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, agradeceu a presença de todos, em particular de todos quantos possibilitaram a realização da cerimónia, a interpretação e execução do hino da instituição e do espetáculo de bailado. A principal responsável pela organização terminou a sessão agraciando com lembranças simbólicas da instituição a investigadora Maria Beatriz Rocha – Trindade, o historiador local, Daniel Bastos, que elaborou graciosamente a obra monográfica “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade, e o diligente funcionário Paulo Jorge Gonçalves, que prestou uma excepcional colaboração na investigação histórica.


A cerimónia de apresentação da obra foi procedida de uma concorrida sessão de autógrafos que o autor se disponibilizou a efetuar, culminando assim num clima de enorme convivência os 150 anos desta instituição de solidariedade social que é hoje uma das maiores organizações sociais do Norte do país, com centenas de utentes, de vários escalões etários, e mais de 200 funcionários. 

 
Fotos dos amigos Manuel Meira e Paulo Jorge Gonçalves