Morgado de Fafe
O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Daniel Bastos destaca o papel das comunidades portuguesas junto da comunidade escolar de Braga
No passado dia 30 de abril, o historiador da diáspora Daniel Bastos dinamizou, em Braga, uma sessão dirigida à comunidade escolar dedicada ao papel e à importância das comunidades portuguesas no mundo.
A iniciativa integrou a Semana da Leitura, este ano subordinada ao tema da “Diversidade”, promovida pelo Colégio João Paulo II, instituição de referência no ensino privado na capital minhota, e contou igualmente com a participação da escritora Maria João Lopo de Carvalho e do escritor Francisco Moita Flores.
No decurso da sua intervenção, Daniel Bastos apresentou aos alunos um conjunto de obras que tem vindo a conceber e a desenvolver no âmbito da história da emigração portuguesa. Entre estas, destacam-se Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa, realizado em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido; Memórias da Ditadura – Sociedade, Emigração e Resistência, baseado nas memórias ilustradas do antigo oposicionista, militar e emigrante Fernando Mariano Cardeira; bem como O Olhar de Compromisso com os Filhos dos Grandes Descobridores e Terras de Monte Longo, concebidos, respetivamente, com os consagrados fotógrafos Gérald Bloncourt e José de Andrade.
Segundo o historiador, escritor e professor, que leciona há uma década no Colégio João Paulo II, falar às gerações mais jovens, em particular no contexto escolar, sobre as comunidades portuguesas revela-se essencial para a preservação da memória coletiva, o reforço da identidade cultural e a promoção de uma compreensão mais ampla do percurso histórico de Portugal no mundo.
Daniel Bastos sublinha ainda que as comunidades emigrantes constituem não apenas um testemunho vivo da história nacional, mas também um ativo estratégico no presente, através da sua relevante contribuição económica, cultural e social nos países de acolhimento. Nesse sentido, valorizar este legado junto dos alunos representa um investimento numa cidadania mais consciente, informada e aberta ao mundo, capaz de reconhecer na diáspora portuguesa um prolongamento dinâmico da própria nação, bem como de fomentar uma leitura crítica e esclarecida das dinâmicas migratórias contemporâneas.
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