Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Orlando Pompeu inaugurou exposição de ilustrações originais em Guimarães


No passado sábado (15 de dezembro) o mestre-pintor Orlando Pompeu inaugurou na Galeria G.40 do Hotel Mestre de Avis, uma unidade hoteleira no centro de Guimarães, integrada no território classificado pela UNESCO, uma exposição de ilustrações originais do livro “À Espera” de Benedita Stingl.
 
LEGENDA – Da esq. para a dir.: o mestre-pintor Orlando Pompeu, na inauguração da nova exposição em Guimarães, acompanhado da escritora Benedita Stingl, e do historiador Daniel Bastos, curador do artista plástico no espaço lusófono

A inauguração da exposição de um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses da atualidade, detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Dubai, Japão e Canadá, é resultado de uma recente parceria entre o mestre-pintor fafense, e a escritora também natural de Fafe, Benedita Stingl, que com o livro “À Espera”, comemora 25 anos de carreira literária, 25 anos traduzidos em 40 títulos dirigidos para um público variado, seja ele adulto ou infanto-juvenil.

Refira-se que a exposição, constituída por obras cujo registo cromático se pauta pela espontaneidade e traço expressionista, estará patente ao público durante a quadra natalícia, no período normal de funcionamento da unidade hoteleira.


sábado, 8 de dezembro de 2018

John Philip Sousa, um insigne luso-americano


No início do mês passado assinalaram-se os 164 anos do nascimento de John Philip Sousa, insigne compositor e maestro de banda luso-americano, do romantismo tardio, popularmente conhecido como “O Rei das Marchas”, como The Stars and Stripes Forever, marcha oficial dos Estados Unidos.

John Philip Sousa nasceu em Washington, a 6 de novembro de 1854, terceiro dos dez filhos do português João António Sousa e de uma austríaca, Marie Elisabeth Trinkaus, a sua precoce vocação musical levou a que ainda muito jovem se iniciasse nos estudos musicais, tocando violino, e aprendendo composição musical.

Em 1892, o musicógrafo luso-americano apresentou, em New Jersey, a sua própria banda, a “Sousa Band”, encetando um percurso musical fulgurante. Desde essa data até à década de 1930, realizou mais de quinze mil concertos, sendo que no ocaso do séc. XIX a sua banda representou os Estados Unidos da América na Exposição Universal de Paris.

Antes em 1888, tinha já composto a marcha “Semper Fidelis” que foi adotada como marcha oficial do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América. A 14 de maio de 1897, em Filadélfia, no decurso da inauguração solene de uma estátua de George Washington, primeiro Presidente dos Estados Unidos da América, em que esteve presente o presidente norte-americano dessa época, William McKinley, foi tocada pela primeira vez em público a marcha intitulada The Stars and Stripes Forever (Estrelas e Barras para Sempre), considerada a obra-prima do luso-americano, e que mereceu as honras, por lei do Congresso dos Estados Unidos, de marcha nacional do país.

Afamado compositor e maestro, John Philip Sousa, escreveu também obras poéticas, de ficção, manuais, crónicas jornalísticas e uma autobiografia, tendo inclusivamente idealizado um instrumento de sopro da família dos metais, o Sousafone, uma tuba especial que o executante apoia no ombro para que possa executá-la enquanto anda ou marcha, e que é o maior dos instrumentos de sopro. John Philip de Sousa, que faleceu no dia 6 de março de 1932, e foi sepultado com honras oficiais em Washington, no Cemitério do Congresso, é meritoriamente uma das figuras luso-americanas de maior destaque na cultura e história norte-americana.

domingo, 2 de dezembro de 2018

A rede mundial de luso-eleitos


No decurso dos últimos anos tem sido pública e notória a intervenção de portugueses e lusodescendentes na vida política além-fronteiras, fenómeno revelador da admirável integração das comunidades portuguesas e do papel importante que as mesmas desempenham no desenvolvimento das sociedades de acolhimento.

Este fenómeno crescente de participação cívica e política perpassa as várias comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo. No rescaldo das recentes eleições intercalares dos Estados Unidos da América, subiu para quatro o número de congressistas de origem lusa com assento na Câmara dos Representantes, em Washington, naquela que é já considerada a maior representação de sempre de legisladores a nível federal saídos de comunidades portuguesas. 

Em França, destino tradicional da emigração portuguesa, a ação cívica e política lusa logrou no alvorecer do séc. XXI a criação da Associação CÍVICAAssociação dos Autarcas Portugueses em França, que conta com mais de trezentos membros ativos e cerca de dois milhares que enviam informações, num universo de quatro milhares de autarcas de origem portuguesa em território gaulês.
Nas últimas eleições autárquicas de Ontário, a província mais populosa do Canadá, cinco lusodescendentes foram eleitos numa região onde vive e trabalha uma das mais dinâmicas comunidades portuguesas da América do Norte. Um cenário similar ao que ocorreu nas eleições municipais belgas, onde foram eleitos sete candidatos portugueses e lusodescendentes, ou no Reino Unido, onde foi eleito o primeiro “Mayor” português, em Bridgwater, e um vereador de origem lusa na cidade de Oxford.

A ideia comummente aceite que os portugueses no Mundo, que totalizam mais de cinco milhões, são a mais importante e eficaz fonte de inserção nacional, tem nos muitos e bons exemplos de portugueses e lusodescendentes que exercem funções decorrentes do exercício democrático além-fronteiras, um dos pilares fundamentais na afirmação da pátria de Camões no concerto das nações. A rede universal de luso-eleitos constitui uma incontornável mais-valia na inserção de Portugal dos diferentes espaços, provendo o país de uma potencial magistratura de influência que as autoridades lusas não podem desaproveitar, antes pelo contrário, devem incentivar e dinamizar na promoção e projeção de Portugal no Mundo.     

sábado, 1 de dezembro de 2018

Esta quadra natalícia ofereça livros aos outros e a si também!


Adquira o livro “Terras de Monte Longo”, “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores” e “Terra”, nas livrarias de referência ou receba comodamente por correio postal em casa, bastando que nos forneça o nome da pessoa a quem se destina o presente e a forma de pagamento. 





Depois é só esperar o envio destas obras dedicadas à emigração portuguesa, e à história e cultura do norte de Portugal, que o correio bata à porta e receber estes ótimos presentes.

Votos de uma Feliz Quadra Natalícia