Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Bruxelas recebe apresentação do livro “Geráld Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”


No próximo dia 31 de maio (sexta-feira), é apresentado em Bruxelas o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

A obra, concebida pelo historiador português Daniel Bastos a partir do espólio de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes mundiais da fotografia humanista, recentemente falecido na capital francesa, é apresentada às 18h30 na livraria portuguesa em Bruxelas “La Petite Portugaise”.
 
O historiador Daniel Bastos (esq.) foi em 2015 o responsável pela realização do livro de Gérald Bloncourt (dir.) “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que retrata a emigração portuguesa nos anos 60 e 70, e que contou com prefácio do ensaísta e pensador Eduardo Lourenço

A apresentação da obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês) prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, estará a cargo do deputado eleito pelo círculo da emigração na Europa, Paulo Pisco.


Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa nos anos 60 e 70, mas que foi também um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974. 



Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

A publicação do livro, que contou com a colaboração de Isabelle Repiton, viúva de Gérald Bloncourt, e é enriquecida com memórias e testemunhos do fotojornalista franco-haitiano, representa cerca de meio século após a Revolução de Abril um novo contributo e oportunidade para revisitar a génese da democracia portuguesa. 

Segundo Vasco Lourenço, esta obra ilustrada pela lente humanista de Bloncourt, fotógrafo que em 2016 foi agraciado pelo Presidente República Portuguesa com a Ordem do Infante D. Henrique, constitui uma viagem ao “tempo dos sonhos cheios de esperança, da afirmação da cidadania, da construção de uma sociedade mais livre e mais justa, do fim e do regresso de uma guerra sem sentido com a ajuda ao nascimento de novos países independentes, onde a língua portuguesa continuou a ser o principal factor congregador”.


domingo, 12 de maio de 2019

Vidas Com Sentido - 225 histórias de emigração


No início do presente mês, foi apresentada na capital portuguesa a obra “Vidas Com Sentido - 225 histórias de emigração”, um livro que retrata mais de duas centenas de histórias de emigrantes portugueses nos Estados Unidos, uma por cada um dos anos do consulado luso em Nova Iorque, e que é coordenado pela antiga cônsul-geral de Portugal do estado americano, Manuela Bairos.

A conceção e realização da obra provieram da comemoração do 225.º aniversário do Consulado-Geral de Portugal em Nova Iorque, uma avoenga estrutura consular lusa cujo percurso histórico e diplomático é revelador da presença portuguesa nos Estados Unidos. 

Estima-se, que desde o primeiro quartel do séc. XIX, até ao último quartel do séc. XX, tenham emigrado para a América cerca de meio milhão de portugueses, a maior parte deles oriundos dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, e que ao nível socioeconómico se inseriram em atividades ligadas à pesca, indústria têxtil, pecuária e pequena indústria. Atualmente, a população luso-americana ultrapassará já um milhão de pessoas, estando a maioria concentrada na Califórnia, Massachusetts, Rhode Island e Nova Jérsia.

O recente projeto editorial, que foi desenvolvido durante dois anos, e contou com a colaboração do coordenador-adjunto do ensino de Português nos Estados Unidos da América, de professores e alunos de três escolas comunitárias portuguesas (Farmingville, Brentwood e Mineola), assim como de vários membros de clubes portugueses, assentou na recolha de testemunhos de emigrantes lusos, em particular das mais antigas gerações de emigrantes portugueses em Nova Iorque. Segundo a diplomata, atualmente embaixadora de Portugal no Chipre, o foco principal deste trabalho foi concentrado na primeira geração de emigrantes portugueses em Nova Iorque, porque “era muito importante fixar estas histórias” de compatriotas que “estão a acabar”. 

Um trabalho que a mesma caracterizou como “comovente”, dado que permitiu aos filhos e netos conhecer melhor os percursos migratórios e de vida dos seus pais e avós, e que simultaneamente demonstra como as representações diplomáticas e consulares são fundamentais para a dinamização da história, cultura e língua portuguesa no mundo.

domingo, 5 de maio de 2019

Daniel Bastos apresentou novo livro sobre Gérald Bloncourt e o nascimento da democracia portuguesa em Paris


Na passada quinta-feira (2 de maio), foi apresentada na capital francesa o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.
 
O historiador Daniel Bastos (ao centro.), na sessão de apresentação do livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, no Consulado Geral de Portugal em Paris, ladeado da jornalista Isabelle Bloncourt, do livreiro e editor João Heitor, do empresário natural de Fafe, Manuel Pinto Lopes, e do tradutor fafense Paulo Teixeira

A obra, concebida e realizada pelo historiador fafense Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada no Consulado Geral de Portugal em Paris.

No decurso da sessão muito concorrida, que contou com a presença da viúva do perecido fotógrafo franco-haitiano, a jornalista francesa Isabelle Bloncourt, e de representantes da comunidade e diplomacia portuguesa em terras gaulesas, como o Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, e o Cônsul-Geral de Portugal em Paris, António Albuquerque Moniz, assim como do Vereador da Cultura do Município de Fafe, Pompeu Martins, concelho onde se encontra sediado o Museu das Migrações e das Comunidades, que alberga mais de uma centena de fotografias do fotógrafo franco-haitiano sobre a emigração lusa, todos foram unânimes em considerar que este novo livro sobre Gérald Bloncourt revela que o mesmo “foi um espetador privilegiado dos primeiros dias de liberdade em Portugal”, considerando que o trabalho do fotógrafo sobre este período é “uma pequena cápsula do tempo da história portuguesa preservada”.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que retratou também a explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974. 

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

Refira-se que o lançamento da obra na capital francesa incluiu uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector. E que o mesmo abrangeu ainda na tarde de 4 de maio (sábado), através de uma parceria com a Associação Memória das Migrações, presidida pelo dirigente associativo fafense Parcídio Peixoto, uma sessão de apresentação do livro na Livraria Portuguesa & Brasileira de Paris. 

Uma livraria de referência, junto ao Panteão de Paris, não só sobre Portugal e o Brasil, mas também sobre todo o mundo lusófono, onde pode ser adquirida a obra, assim como outros livros assinados pelo investigador da nova geração de historiadores lusos.

Refira-se que a edição da obra deveu-se em grande parte ao mecenato de empresas da diáspora que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura. E que no dia 31 de maio, às 18h30, o livro será apresentado em Bruxelas, na livraria portuguesa “La petite portugaise”, um espaço cultural de referência da comunidade luso-belga na capital da Europa.













 

Créditos fotográficos - © D A Jaques Rib