Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Ler continua a ser uma das melhores formas de passar o tempo



Nestes novos tempos marcados pela quarentena e o isolamento social, pois a vida humana não tem preço e prevenir ainda é o melhor remédio, aproveite para desfrutar da companhia da família e para colocar a leitura em dia.
Porque ler continua a ser uma das melhores formas de passar o tempo, aqui ficam 5 (boas) sugestões de leitura, que podem ser adquiridas nas livrarias de referência, ou se pretender pode receber comodamente por correio postal em casa, com a devida dedicatória, bastando que nos forneça o nome da pessoa a quem se destina o livro e a forma de pagamento. 







 


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SINOPSE DOS LIVROS

·         “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal” – um dos mais recentes livros, trilingue em português, francês e inglês, sobre o nascimento da democracia portuguesa;

·         “Terras de Monte Longo” – um livro trilingue em português, francês e inglês, sobre o interior Norte de Portugal nos anos 70;

·         “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores” – um livro incontornável, trilingue em português, francês e inglês, sobre a emigração portuguesa nos anos 60;

·         “Terra” – um livro poético, bilingue em português e francês, inspirado na história, cultura, raízes e emigração portuguesa;

·         “Fafe – História, Memória e Património” – um livro autêntico cartão-de-visita ilustrado e trilíngue (português, francês e inglês) sobre a “Sala de Visitas do Minho”;




sábado, 9 de maio de 2020

Museu da Emigração Açoriana - um espaço de memórias da emigração portuguesa


A emigração tem sido ao longo do tempo um fenómeno constante no modo de vida de milhares de açorianos. Embora as suas origens remontem aos primórdios do povoamento do arquipélago português situado no Atlântico nordeste, o seu carácter sistemático consubstanciou-se entre os séculos XIX e XX com o surgimento dos cinco grandes destinos da emigração açoriana: Brasil, Estados Unidos da América, Bermudas, Havai e Canadá.
 
O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, visitou em 2019 o MEA-Museu da Emigração Açoriana, acompanhado de Rui Faria (dir.), coordenador do espaço museológico e presidente da AEA-Associação dos Emigrantes Açorianos
Atualmente estima-se que cerca de 1,5 milhões de açorianos e seus descendentes residam no estrangeiro, números reveladores da grandeza da diáspora açoriana, muito mais se considerarmos que residem no arquipélago cerca de 250 mil pessoas, e que ajudam a compreender a razão destas numerosas comunidades serem denominadas “a 10.ª ilha dos Açores”.

Como sustenta António Machado Pires, acerca da Emigração, Cultura e Modo de Ser Açoriano, os “açorianos da emigração são hoje, pelo seu número e pela sua diversidade, um vasto prolongamento da unidade e da diversidade dos Açores. São continuadores, descendentes, representantes de um conjunto de tradições, de uma língua e de uma cultura”.

A mundividência e relevância da diáspora açoriana encontram-se plasmadas na missão e objetivos do Museu da Emigração Açoriana. Inaugurado em 2005, no antigo Mercado de Peixe da Ribeira Grande, o espaço museológico, aberto à união de esforços e trabalhos em parceria no âmbito da história da emigração portuguesa, preserva através de fotografias, documentos, roupas e memórias de diversos tipos, as trajetórias de milhares de açorianos que ao longo do devir histórico saíram do arquipélago para o estrangeiro em busca de melhores condições de vida.

sábado, 2 de maio de 2020

João Loureiro, uma figura emblemática da comunidade portuguesa de Newark


No decurso passado mês de abril, fomos surpreendidos com a triste notícia do falecimento do conhecido empresário do ramo da restauração, João Loureiro. Uma figura emblemática da numerosa comunidade portuguesa de Newark, que por estes dias enfrenta com resiliência a pandemia de Covid-19 que afeta severamente os Estados Unidos da América, e que foi a causa da morte precoce do fundador e sócio do restaurante Ibéria.

Natural de Vila Nova da Cerveira, vila minhota situada no distrito de Viana do Castelo, o percurso de vida de João Loureiro confunde-se com o sucesso do conhecido restaurante Ibéria que liderou durante décadas com o seu sócio Jorge Fernandes. Espaço gastronómico, que se tornou ao longo dos anos, um local de referência da comunidade luso-americana no estado de New Jersey, e no qual organizou inúmeros eventos tendentes a angariar donativos para apoiar instituições de solidariedade social da sua terra natal.

Instituições como os Bombeiros Voluntários e a Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira, cujas missões basilares visam a melhoria do bem-estar das pessoas no seu todo, prioritariamente dos mais desprotegidos, e que ao longo do percurso do emigrante benemérito nunca deixaram de contar com a sua denodada afeção bairrista e valioso apoio benemérito.

Numa época em que são já conhecidos vários casos de infeção e de mortes entre emigrantes lusos, particularmente na América do Norte, ainda recentemente a imprensa de língua portuguesa do Quebeque, província situada na parte oriental do Canadá onde vivem milhares de emigrantes e lusodescendentes, noticiou a morte por Covid-19 de seis compatriotas, cujas raízes remontam ao Arquipélago dos Açores, evocar a memória de João Loureiro é também uma forma de avivar o espírito de solidariedade que mais do nunca deve nortear as Comunidades Portuguesas. A imperecível dimensão altruísta, bairrista e benemérita de João Loureiro, é acima de tudo um exemplo inspirador que não pode deixar de ser recordado e enaltecido, porque como afirmava o filósofo Friedrich Schiller “Não temos nas nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos as nossas mãos”.