Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

sábado, 17 de junho de 2023

Saltar Fronteiras

 

No decurso dos últimos anos o acervo bibliográfico sobre o fenómeno migratório tem sido profusamente enriquecido com o lançamento de um conjunto significativo de livros que têm ampliado o estudo e conhecimento sobre a história da emigração portuguesa.

Um desses exemplos que asseveram a importância destas obras na análise e compreensão da emigração portuguesa, encontra-se vertido no livro Saltar Fronteiras, da autoria de João Machado. Natural da cidade berço de Portugal, e antigo emigrante em França durante cerca de quarenta anos, pátria de acolhimento para onde emigrou no alvorecer dos anos 70 na esteira de milhares de jovens lusos que partiram “a salto” para o centro da Europa para fugir ao recrutamento militar e à guerra em África, João Machado verteu nas páginas da sua recente obra, memórias autobiográficas da epopeia da emigração portuguesa para França.

Ao longo das suas mais de 400 páginas, o antigo dirigente da Federação das Associações Portuguesas em França, retrata a história de quatro jovens vimaranenses, no ocaso dos anos 60, quando dois desertores e dois refratários do exército colonial decidiram debandar para França.

Descrevendo a ambiência do torrão natal nessa época, os sonhos irrealizáveis da juventude, o medo da PIDE e a recusa da Guerra Colonial, como motivos basilares para a viagem “a salto” para França, João Machado, um dos quatro jovens desertores, revive uma das dimensões da emigração portuguesa que começa a atrair o olhar dos cientistas sociais, mormente, os desertores da Guerra Colonial, uma temática que até há bem pouco tempo era quase tabu.



Um desses cientistas sociais que nos últimos anos tem dedicado particular atenção à extensão, natureza e impacto do fenómeno da deserção no quadro da Guerra do Ultramar, interligado com o fenómeno da emigração portuguesa, é o investigador do Centro de Estudos Sociais, Miguel Cardina.

Como o mesmo acentua, e João Machado revive como eixo estruturante e relevante contributo da sua obra, entre 1961 e 1974, no quadro da Guerra Colonial, estima-se que mais de 200 mil jovens portugueses tenham faltado à chamada para a incorporação militar. Para além dos faltosos e refratários, mais de 8 mil jovens recusaram conscientemente combater os movimentos de libertação africanos em Angola, Moçambique e na Guiné, desgastando seriamente os pilares do estado autoritário português.

Segundo Miguel Cardina, quase meio século volvido da Revolução de Abril, “a sociedade portuguesa ainda não absolveu os desertores que continuam sujeitos ao julgamento moral”. Sendo que, “se a tudo isto juntarmos o binómio coragem/cobardia, que surge frequentemente quando se discute esta questão, percebemos que as questões políticas e as questões morais acabam por ter, ainda hoje, um peso importante e tornar este tema incómodo.”

 


domingo, 4 de junho de 2023

Daniel Bastos apresenta livro sobre as comunidades portuguesas em Bruxelas

 No dia 23 de junho (sexta-feira), o escritor e historiador Daniel Bastos apresenta em Bruxelas, o seu mais recente livro “Crónicas - Comunidades, Emigração e Lusofonia”.



A obra, que reúne as crónicas que o historiador tem escrito nos últimos anos na imprensa de língua portuguesa no mundo, é apresentada às 18h00, na livraria “La petite portugaise”, um espaço cultural de referência da comunidade lusa na capital da Europa.

A apresentação do livro, que é prefaciado pelo advogado e comentador Luís Marques Mendes, e conta com posfácios de Maria Beatriz Rocha-Trindade, Presidente da Comissão de Migrações da Sociedade de Geografia de Lisboa, e de Isabelle Oliveira, Presidente do Instituto do Mundo Lusófono, estará a cargo do escritor Joaquim Tenreira Martins.

Nesta última obra, que tem sido apresentada em diversos espaços da diáspora, o escritor revela o empreendedorismo, as contrariedades, a resiliência e a solidariedade das comunidades portuguesas, a riqueza do seu movimento associativo, e as enormes potencialidades culturais, económicas e políticas que as mesmas representam. Como é caso da comunidade lusa na Bélgica, constituída por cerca de 70 mil pessoas, e que nos últimos anos se tem tornado um dos destinos mais procurados pelos emigrantes portugueses.

Professor e autor de vários livros que retratam a história da emigração portuguesa, Daniel Bastos, que ainda no mês passado apresentou na América do Norte o seu último livro, no âmbito das celebrações dos 70 anos da emigração portuguesa no Canadá, é atualmente consultor do Museu das Migrações e das Comunidades, e da rede museológica virtual das comunidades portuguesas, instituída pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.


sábado, 3 de junho de 2023

Manuel Pinto Lopes: um emigrante benemérito que não esquece as suas raízes

Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é indubitavelmente a sua dimensão empreendedora, como corroboram as trajetórias de diversos compatriotas que criam empresas de sucesso e desempenham funções de relevo a nível cultural, social, económico e político.

Nos vários exemplos de empresários lusos da diáspora, cada vez mais percecionados como um ativo estratégico na promoção e reconhecimento internacional do país, destaca-se o percurso inspirador e benemérito do empresário Manuel Pinto Lopes.

Originário de Fafe, concelho localizado na região do Baixo Minho, Manuel Pinto Lopes, nasceu em 1956 no seio de uma família modesta. Contexto que concorreu para que apenas com 11 anos, com a restante família, tenha partido em direção à França, ao encontro da figura paterna que tinha emigrado dois anos antes, na esteira de milhares de compatriotas, que nos anos 60, impelidos pela miséria rural e a ausência de liberdade, demandaram melhores condições de vida na pátria gaulesa.

O trabalho, o esforço, a humildade e a resiliência, valores coligidos no seio familiar, catapultaram o jovem minhoto para um percurso de empresário de sucesso, consubstanciado ao longo das últimas décadas na liderança da Almeca Services, uma empresa de referência ao nível de aluguer e montagem de andaimes em Paris. 

O sucesso que o emigrante fafense tem alcançado no mundo dos negócios, tem sido acompanhado de um apoio constante à comunidade luso-francesa, destacando-se, a sua ligação umbilical ao meio associativo da comunidade portuguesa em França, a mais numerosa das comunidades lusas na Europa.

Antigo dirigente da Associação Portugal Novo de Colombes, membro da Santa Casa da Misericórdia de Paris, da Associação Minhotos de Chichy, da Academia do Bacalhau de Paris, e recentemente empossado Presidente da Associação Portuguesa de Beneficência, em Le Raincy, nestas e noutras agremiações tem apoiado e dinamizado notáveis iniciativas solidárias em prol da numerosa comunidade luso-francesa.  Ainda no meio associativo franco-português, Manuel Pinto Lopes, nomeado um dos “Portugueses de Valor” em 2012 pela revista da diáspora Lusopress, um relevante meio de comunicação social da comunidade lusa em França, é um apresentador histórico do programa de rádio “Espaço Aberto”, na Rádio Alfa, a emissora mais popular dos portugueses em Paris.

Dinamizador e patrocinador de várias atividades, e projetos de cariz sociocultural e solidário, o empresário, dirigente associativo e benemérito da comunidade em França não esquece as suas raízes. Como como atesta o facto de direta ou indiretamente ter já oferecido à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe uma dezena de viaturas, mormente, veículos para combate a fogos florestais e urbanos, ambulâncias e autoescadas.

O insigne espírito bairrista e generoso foi singelamente distinguido no início do séc. XXI, com a atribuição de medalha de mérito pela Junta de Freguesia de Fafe, assim como pelo Município de Fafe, que lhe outorgou a medalha de prata de mérito concelhio em reconhecimento pelos inestimáveis serviços que tem prestado à sociedade local, no âmbito do apoio aos Bombeiros Voluntários de Fafe. Ainda neste entrecho e no mesmo período, a Liga dos Bombeiros Portugueses, que se constitui como a confederação das Associações e Corpos de Bombeiros voluntários ou profissionais no território nacional, atribui-lhe a Medalha de Serviços Distintos.

Uma condecoração justa e merecida, que se destina a galardoar elementos dos Corpos de Bombeiros, dirigentes dos órgãos sociais das entidades detentoras de Corpos de Bombeiros e das Federações Regionais ou Distritais de Bombeiros e Liga dos Bombeiros Portugueses bem como indivíduos e entidades da sociedade civil, pela prática de Serviços Distintos que contribuíram, com notável evidência para o engrandecimento e prestígio das instituições de Proteção e Socorro.

Uma das figuras mais gradas da comunidade portuguesa em França, o exemplo de vida do empresário, dirigente associativo e emigrante benemérito Manuel Pinto Lopes, inspira-nos a máxima do escritor Franz Kafka: “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.

 

 

domingo, 28 de maio de 2023

In memoriam Lídia Sales

 

No decurso da semana passada, fomos surpreendidos com a triste notícia do falecimento de Lídia Sales (1954-2023), cofundadora e diretora da revista da diáspora Lusopress, um relevante meio de comunicação social da comunidade portuguesa em França, a mais numerosa das comunidades lusas no Velho Continente.

Natural de Lisboa, da freguesia de Penha de França, Lídia Sales, em conjunto com o companheiro de vida, José Gomes de Sá, tiveram o condão de lançar no alvorecer do séc. XXI na capital francesa um dinâmico meio de comunicação que através do formato de revista e audiovisual na internet, progressivamente ampliou o seu raio de ação junto das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

Para esse contexto, muito contribui uma das suas iniciativas mais emblemáticas, mormente o prémio “Portugueses de Valor”, que tem o Alto Patrocínio do Presidente da República, e demanda valorizar anualmente 100 portugueses que se encontram espalhados pelo mundo, cujo percurso profissional, pessoal ou associativo se tem destacado em prol das comunidades portuguesas. Sendo que 10 desses compatriotas são premiados numa sessão pública no âmbito do seu percurso excecional nas áreas empresariais, solidárias, culturais ou políticas.

A iniciativa, que vai já na sua 12.ª edição, realizou-se recentemente na região de Lisboa, tendo os vários emigrantes e lusodescendentes sido recebidos na tarde de 11 de maio, no Museu Nacional dos Coches, um espaço singular que possui uma das mais importantes coleções, a nível mundial, de coches e carruagens reais do séc. XVI ao séc. XIX, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A ação e memória de Lídia Sales em prol das comunidades portuguesas, foram singelamente evocadas e distinguidas pelo mais alto magistrado da Nação, que no dia 24 de maio condecorou a diretora da Lusopress, a título póstumo, com a Medalha da Ordem de Mérito. Uma ordem honorífica portuguesa que visa distinguir atos ou serviços meritórios que revelem abnegação em favor da coletividade, praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas.

No decorrer da cerimónia no Palácio de Belém, em que o chefe de Estado entregou a distinção ao marido José Gomes de Sá, que tinha sido condecorado no ano transato na Embaixada de Portugal em Paris com a mesma ordem honorífica, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou que Lídia Sales “dedicou toda a sua vida à descoberta de novos mundos e fez amigos em todas as regiões por onde passou. Foi o pilar da Lusopress, o grande projeto de vida do casal Gomes de Sá”.

 

 

domingo, 14 de maio de 2023

Daniel Bastos apresentou livro dedicado às comunidades portuguesas em Toronto

 No passado dia 13 de maio (sábado), o escritor e historiador Daniel Bastos apresentou em Toronto, metrópole onde vive a maioria dos mais de 500 mil portugueses e lusodescendentes presentes no Canadá, a segunda edição do seu último livro “Comunidades, Emigração e Lusofonia”.

O historiador Daniel Bastos (ao centro), no decurso da apresentação do livro “Comunidades – Emigração e Lusofonia” na Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto, acompanhado do Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva (de pé), da Socióloga das Migrações, Maria Beatriz – Rocha Trindade, e do Comendador Manuel DaCosta


A segunda edição da obra, agora revista e aumentada, que reúne as crónicas que o historiador tem escrito nos últimos anos na imprensa de língua portuguesa no mundo, foi apresentada na Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto, no âmbito das celebrações oficiais dos 70 anos da emigração portuguesa para o Canadá.

A sessão de apresentação, que encheu o espaço museológico de emigrantes, lusodescendentes, empresários, dirigentes associativos, autoridades consulares e órgãos de informação da diáspora. E contou com a presença dos representes oficiais do governo português, Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República, Paulo Cafôfo, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, e António Leão Rocha, Embaixador de Portugal no Canadá, esteve a cargo de Maria Beatriz Rocha-Trindade, Presidente da Comissão de Migrações da Sociedade de Geografia de Lisboa, e do Comendador Manuel DaCosta, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto.

Nesta última obra, o escritor revela o empreendedorismo, as contrariedades, a resiliência e a solidariedade das comunidades portuguesas, a riqueza do seu movimento associativo, e as enormes potencialidades culturais, económicas e políticas que as mesmas representam. Como é caso da comunidade luso-canadiana, que se destaca atualmente na América do Norte pela sua dinâmica associativa, económica e sociopolítica, e cujas raízes remontam a um grupo pioneiro de emigrantes portugueses que desembarcaram a 13 de maio de 1953, em Halifax, na Nova Escócia.

 

Refira-se que a totalidade das receitas da venda dos livros que esgotaram rapidamente, reverteram a favor da Magellan Community Foundation, uma instituição responsável pela construção em Toronto, do primeiro lar de cuidados a longo termo para idosos de expressão portuguesa, com 350 camas.

Professor e autor de vários livros que retratam a história da emigração, Daniel Bastos, cujos apresentadores da obra em Toronto confluíram no papel que o mesmo tem desempenhado ao longo dos últimos anos na “promoção e valorização das comunidades portuguesas espalhadas um pouco por todo o mundo”, é atualmente consultor do Museu das Migrações e das Comunidades, e da rede museológica virtual das comunidades portuguesas, instituída pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

 







Créditos fotográficos - José A. Rodrigues 

segunda-feira, 8 de maio de 2023

João Álvares Fagundes: o pioneiro da presença portuguesa no Canadá

 

A poucos dias de se assinalar os 70 anos da emigração portuguesa no Canadá, alicerçados no legado histórico do grupo cabouqueiro de emigrantes portugueses que desembarcaram a 13 de maio de 1953, em Halifax, na Nova Escócia, e que constituem os pioneiros do mais de meio milhão de luso-canadianos que vivem e trabalham atualmente no segundo maior país do mundo em área total, adquire particular  simbolismo rememorar as raízes mais remotas da presença regular de portugueses neste território da América do Norte.

Raízes mais remotas, que remontam ao alvorecer do séc. XVI, à epopeia dos descobrimentos marítimos, mais concretamente à figura do intrépido navegador João Álvares Fagundes, conhecido como um dos primeiros exploradores da Terra Nova, a província mais ao leste do Canadá, no Atlântico Norte, e uma importante zona de pesca do bacalhau.

Natural de Viana do Castelo, onde terá nascido por volta de 1470, e onde se encontra sepultado, na Sé Catedral, a João Álvares Fagundes deve-se o reconhecimento de parte das costas do nordeste americano, naquelas que são hoje as províncias marítimas canadianas da Nova Escócia, e da Terra Nova e Labrador.

Estando até aos dias de hoje em constante debate a temática histórica das navegações no séc. XVI nos mares setentrionais da América, a historiografia tem confluído, como alude Damião Peres, que ao navegador vianense “se deve atribuir a exploração das costas austrais da Terra Nova, bem como o descobrimento e exploração do golfo de São Lourenço e ilhas afins. Um alvará de D. Manuel I, datado de 1521, fez-lhe doação da capitania dessas terras, dizendo-as descobertas por ele”.

É no entrecho deste legado histórico que se encontra o fundamento da existência em Halifax, na Nova Escócia, província no oeste do Canadá que acolhe hodiernamente uma comunidade de cerca de 4 mil luso-canadianos, de um monumento comemorativo da expedição quinhentista com a inscrição “Portuguese Explorer * 1520 * Alvares Fagundes”.

Neste sentido, e a poucos dias de se assinalar os 70 anos da emigração portuguesa no Canadá, reviver a figura histórica e lendária de João Álvares Fagundes, é na linha do passado remoto da presença portuguesa no território canadiano, essencialmente um sinal de confiança na construção do presente e futuro da comunidade lusa no Canadá.

 Uma das mais relevantes comunidades lusas na América do Norte, que se destaca pela dinâmica da sua atividade associativa, económica e sociopolítica, tanto que como reiteradamente tem destacado Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá: “A cultura portuguesa está presente nas nossas vilas e cidades de diversas formas, com valores tradicionais de família, trabalho árduo e paixão pelo futebol. Os luso-canadianos são a chave da explicação do Canadá de hoje”.

domingo, 7 de maio de 2023

Orlando Pompeu expõe na Suíça

Entre os meses de maio e junho, o mestre-pintor Orlando Pompeu, detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Dubai e Japão, inaugura três exposições individuais de obras de arte na Suíça.



No decurso da presença no território helvético, Orlando Pompeu inaugura a 17 de maio, na Galeria Nova, na Fundação Pro Ronco, em Ascona, no Cantão de Ticino; e no dia 18 de maio, no Hotel Casa Berno, junto ao lago alpino Maggiore, uma coleção expressiva de aquarelas sobre papel num estilo pictórico heterogéneo, criativo e contemporâneo.

 

No dia 15 de junho, na Galeria 111, uma galeria de arte na cidade de Zurique, um conjunto significativo de obras conceptuais, reveladoras da singular criatividade e talento de um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses da atualidade.

 

Com uma carreira de quase quarenta anos, bem como um currículo nacional e internacional ímpar, Orlando Pompeu nasceu no concelho minhoto de Fafe. Estudou desenho, pintura e escultura em Barcelona, Porto e Paris, e nos anos 90 progrediu no seu percurso artístico ao ir trabalhar para os Estados Unidos da América, onde expôs na Galeria Eight Four, em Nova Iorque, e depois, Japão, tendo exposto na TIAS – Tokio International Art Show e na Galeria Garou Monogatari em Tóquio. No ano transato foi distinguido em Paris, com o Diploma de Membro e a Medalha de Bronze da Academia Francesa das Artes, Ciências e Letras.