O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, valores intrínsecos à terra e gente de Fafe, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de conhecimento e divulgação da Cultura, História e Tradição de Fafe na esteira do paradigma ético contido na figura do Morgado de Fafe

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Escritor Daniel Bastos apresentou “Terra” em Paris



No passado sábado (7 de fevereiro), o escritor português Daniel Bastos apresentou o seu mais recente livro de poesia “Terra” em Paris.


A obra com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue (Português e Francês), com tradução do docente Paulo Teixeira, e que conta com ilustrações do artista plástico Orlando Pompeu e prefácio do fotógrafo, poeta e pintor Gérald Bloncourt, Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França, foi apresentada pelo Diretor do Luso-Jornal, um jornal de referência da comunidade lusófona em França, Carlos Pereira.









No decurso da sessão de apresentação no Lusofolies, um novo espaço cultural da comunidade lusófona em França, situado no chamado "viaduto das artes”, que se encheu de compatriotas, Carlos Pereira assinalou o percurso literário de Daniel Bastos no campo da História, salientando que esta incursão do autor natural de Fafe na poesia, tal como nos seus anteriores livros de carácter histórico, revela uma estreita ligação às suas raízes que o prendem à terra, a Portugal e às comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

Por seu lado, o escritor minhoto, que agradeceu a receção calorosa por parte da comunidade emigrante, em particular do promotor cultural do Lusofolies, João Heitor, um homem das letras, dos livros, e da lusofonia, e de Parcidio Peixoto, Conselheiro das Comunidades Portuguesas em França, assegurou que a poesia é sinónimo de liberdade, de cultura e de solidariedade, e que nesse sentido a apresentação do livro em Paris era também uma homenagem às vítimas dos recentes ataques terroristas em França, assim como de reconhecimento pelo trabalho dos nossos emigrantes na construção de pontes entre povos e culturas.








Refira-se que estão programadas ao longo do presente ano, outras sessões de apresentação da obra poética em cidades europeias, e que o escritor e historiador português está já a trabalhar num novo livro com o fotógrafo francês Gérald Bloncourt que irá abordar a história da emigração portuguesa para França entre 1954 e1974.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Daniel Bastos apresenta novo livro em Paris



No próximo dia 7 de Fevereiro (sábado), o escritor português Daniel Bastos apresenta às 16h00, no espaço cultural Lusofolie's em Paris, situado no chamado "viaduto das artes" (57 Avenue Daumesnil), o seu novo livro “Terra”.

Daniel Bastos

Convite

O livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue (Português e Francês) com tradução do docente Paulo Teixeira, marca a estreia do autor no campo da poesia, e conta com ilustrações originais do artista plástico português Orlando Pompeu, cuja obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai, e prefácio do fotógrafo, poeta e pintor francês Gérald Bloncourt.

O livro integra um conjunto de poemas onde o escritor natural do concelho de Fafe, que se tem destacado nos últimos anos no campo da História, expressa simultaneamente um sentimento telúrico marcado pelo apego à terra, um conhecimento da história da humanidade, uma crença nos valores da vida em comunidade e um afeto pelo trabalho dos emigrantes na construção de pontes entre povos e culturas. 

Capa do Livro

Segundo Gérald Bloncourt, Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França que fará a apresentação da obra, a alvorada dos passos poéticos de Daniel Bastos perscrutam as ressonâncias das profundezas da humanidade, e os desenhos de Orlando Pompeu, concebidos a partir dos poemas, criam uma simbiose entre a linguagem artística da pintura e da poesia

Refira-se que este é o quarto ano consecutivo, em que Daniel Bastos apresenta junto da comunidade portuguesa em França, uma obra de sua autoria, revelador do papel importante que as comunidades lusófonas espalhadas pelos quatro cantos do mundo têm desempenhado no percurso literário do escritor e historiador minhoto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Relembrar Auschwitz



Hoje, dia 27 de Janeiro de 2015, ano em que se comemora o septuagésimo aniversário do final da II Guerra Mundial, decorrem também os mesmos 70 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz, símbolo do maior crime cometido contra a Humanidade. Em memória de todos aqueles que padeceram a crueldade hedionda do nazismo, partilho o poema que escrevi no meu recente livro de poesia “Terra”, intitulado “Relembrar Auschwitz”, magnificamente ilustrado pelo artista plástico Orlando Pompeu, com todos para que nunca mais voltem “as cinzas da história que nunca devíamos ter deixado acontecer”.

 





Relembrar Auschwitz
 


Vagueiam nus
em Auschwitz,
perdidos no silêncio infame,
os corpos dos nossos irmãos
aguardando disformes
o prenúncio da morte.
Arrastam-se lentamente
presos num corpo despojado
de dignidade que já foi seu.
Imploram aos carcereiros
obreiros da iniquidade,
alivio para a dor lancinante
que dilacera as entranhas
da humanidade.
Erguem-se em Auschwitz
as vozes dos inocentes
que padeceram a crueldade
hedionda do Holocausto.
Repousam em Auschwitz
as cinzas da história
que nunca devíamos
ter deixado acontecer!


Autor - Daniel Bastos, in Terra
Pintor – Orlando Pompeu, in Terra