Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

domingo, 31 de janeiro de 2016

POEMA - Farol de Luz



Numa época marcada pela desesperança e incerteza relembro o poema “Farol de Luz”, símbolo de esperança e de orientação, que faz parte do meu livro de poesia “Terra” magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu:
 
 
Desenho - Orlando Pompeu 
Farol de Luz

Debruado numa nesga de terra
ergues-te altaneiro e vigilante
sobre o mar calmo ou revoltoso
irradiando a salvífica luz oscilante.
Desde tempos imemoriais
resgatas do destino incerto
a precária condição dos mortais
que ousam cruzar o mar aberto.
O que seria de quem
incessantemente
procura conhecer o mundo
sem o clarão precioso
da esperança
de chegar a bom porto,
finalmente.

Daniel Bastos, “Farol de Luz”, in Terra.



sábado, 23 de janeiro de 2016

Braga foi palco de apresentação do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”



Na passada sexta-feira (22 de janeiro), foi apresentado na capital do Minho o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.


A obra, concebida e realizada pelo escritor Daniel Bastos, a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos 60, foi apresentada no Fórum da FNAC em Braga, numa sessão que se encheu por completo e que esteve a cargo do antigo Diretor da Biblioteca Pública de Braga, Henrique Barreto Nunes.










Com chancela da Editora Converso, o livro traduzido para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, e prefaciado pelo ensaísta Eduardo Lourenço, recentemente galardoado com o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, reúne memórias, testemunhos e mais de centena e meia de fotografias originais da maior importância para a história portuguesa do último meio século

No decurso da sessão, que contou com momento musical executado pelo compositor Nelson de Quinhones, criador de “Música de Arte” que compôs uma peça de piano original em homenagem ao fotógrafo francês Gérald Bloncourt, o investigador Henrique Barreto Nunes, figura de referência da cultura e património bracarense, qualificou o livro como “um álbum ilustrado da história da emigração portuguesa para França entre os anos de 1950 e 1970”. 








Refira-se que esta sessão de apresentação em Braga computou a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, patente ao público durante os próximos três meses, e que após a capital do Minho a mesma circulará por todos os espaços da FNAC no território nacional durante os próximos dois anos.





sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Apresentação na capital do Minho do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”



No próximo dia 22 de janeiro (sexta-feira), é apresentada em Braga a obra Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.
 
Gérald Bloncourt ladeado pelo historiador Daniel Bastos (dir.) e pelo tradutor Paulo Teixeira (esq.)
O livro, concebido e realizado pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, é apresentada às 21h30 no Fórum da FNAC na capital do Minho, solar tradicional da emigração portuguesa.
 
Convite
A apresentação do livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que conta com prefácio do pensador Eduardo Lourenço, estará a cargo do antigo Diretor da Biblioteca Pública de Braga, Henrique Barreto Nunes.
 
Capa do livro
Além das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles dos arredores de Paris, a obra reúne igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa.
 
Contra - capa do livro
Segundo Daniel Bastos, atualmente professor de História no Colégio João Paulo II em Braga, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, composto por um conjunto de centena e meia de imagens da maior importância para a história portuguesa do último meio século, é “um convite a uma viagem de redescoberta de um país e de um povo entre os povos”.

Para Eduardo Lourenço, ensaísta recentemente galardoado com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural que assina o prefácio do livro, os retratos de Gérald Bloncourt sobre a emigração portuguesa para França nos anos 60 “salvaram do esquecimento” a saga dos portugueses que partiram em busca de melhores condições de vida.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês, e que a sessão de apresentação em Braga computará a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que irá circular pelos diversos espaços da FNAC no território nacional.