Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Livro sobre a emigração portuguesa apresentado em Genebra



No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 10 de junho (sábado), é apresentado em Genebra, na Suíça, um dos principais destinos da emigração portuguesa, o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa, é apresentada às 18h00 na Livraria Camões, um espaço cultural que se assume como uma embaixada da lusofonia em terras helvéticas.  
Convite


A apresentação do livro, uma edição bilingue em português e francês, com prefácio do pensador Eduardo Lourenço, direcionada à comunidade portuguesa que é a terceira maior comunidade estrangeira da Suíça, estimada em 270.000 pessoas, estará a cargo do tradutor Paulo Teixeira, e do antigo dirigente associativo e sindical na Suíça, Manuel Barbosa.
O historiador Daniel Bastos (esq.) acompanhado do tradutor Paulo Teixeira


Composta por um conjunto de centena e meia de fotografias da maior importância para a história portuguesa do último meio século, como as que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles parisienses, a obra reúne ainda memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves. Assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes lusos além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa, que permanecem como a maior manifestação popular da história portuguesa.
Capa do livro

Segundo Daniel Bastos, cujo percurso tem sido alicerçado junto das comunidades lusófonas, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, constitui “um justo reconhecimento aos protagonistas anónimos da história portuguesa que lutaram aquém e além-fronteiras pelo direito a uma vida melhor e à liberdade”.
Contracapa do livro

Refira-se que desde o seu lançamento, o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, além dos vários distritos do território nacional, foi já apresentado junto das comunidades portuguesas em Paris, Luxemburgo, Toronto, Bruxelas, e agora em Genebra, a segunda mais populosa cidade suíça.

domingo, 28 de maio de 2017

Guimarães recebeu apresentação de livro dedicado à emigração portuguesa



No passado sábado (27 de maio), foi apresentado em Guimarães o livro “Rostos da Emigração”, da autoria do escritor e antigo responsável do serviço social da Embaixada de Portugal em Bruxelas, Joaquim Tenreira Martins.

A obra, um relato comovente de experiências de vida de mulheres e homens marcados pelo percurso migratório, foi apresentada na Galeria de Arte 9 Séculos, em pleno centro histórico da cidade que viu nascer Portugal.
 
O escritor Joaquim Tenreira Martins (esq.) acompanhado do historiador Daniel Bastos, durante a sessão de apresentação do livro “Rostos da Emigração” na Galeria de Arte 9 Séculos em Guimarães
A apresentação do livro com chancela da Editora Orfeu, e que conta com prefácio da reputada investigadora Maria Manuela Aguiar, esteve a cargo do historiador Daniel Bastos.

Durante a sessão cultural intimista na cidade berço, Joaquim Tenreira Martins referiu que a sua obra é marcada pela sua experiência ao longo de quarenta anos no serviço social e jurídico da Embaixada de Portugal em Bruxelas. Segundo o mesmo, durante esse tempo, ouviu gente pobre, gente rica, visitou presos, limpou lágrimas e sofreu com as pessoas, e que nesse sentido a edição desta obra o conforta, alivia-o dos problemas que lhe foram colocados pelas diversas pessoas que recebeu.

Segundo Daniel Bastos, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, o livro “Rostos da Emigração” mergulha no fenómeno migratório português desvendando no seio da dignidade humana a experiência da emigração e a forma como se reflete na vida das famílias.