Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

sábado, 26 de novembro de 2016

POEMA - O olhar do mendigo

Com o aproximar da quadra natalícia, uma época de partilha e solidariedade, uma época de celebração da esperança num mundo melhor, rememoro o poema  “O olhar do mendigo”,  que integra o meu livro de poesia “Terra” magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.
Orlando Pompeu - O olhar do mendigo

O olhar do mendigo

Possui no imenso nada
o propósito de viver
um dia de cada vez,
talvez sobreviver.
De mão estendida
e a tristeza no olhar
espera em silêncio
algo para se saciar.
Órfão do destino
tem o céu como teto,
a rua como cama,
o corpo descoberto.
Voltado à solidão
jaz andrajoso
envolto na escuridão.
Desprovido de sonhos,
o olhar de dor
do mendigo
espelha a humilhação
da nossa alienação.

Daniel Bastos, “O olhar do mendigo”, in Terra.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Papel das Comunidades Portuguesas debatido em Évora



Na passada quinta-feira (17 de novembro), o papel das Comunidades Portuguesas na foi o tema central dos “Encontros às Quintas”, da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, uma instituição de referência do ensino superior público português. 

A iniciativa, que decorreu na Sala de Docentes, e envolveu alunos e docentes da instituição académica alentejana, foi coordenada pela professora catedrática Maria de Fátima Nunes, e contou entre os oradores convidados, com a professora catedrática de história contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Maria Manuela Tavares Ribeiro, e do escritor e historiador Daniel Bastos, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas.

Da esq. para a dir.: o historiador Daniel Bastos, a professora catedrática Maria Manuela Tavares Ribeiro, e a professora catedrática Maria de Fátima Nunes



No decurso da sua intervenção, Maria Manuela Tavares Ribeiro, reconhecida especialista nas áreas do Europeísmo, Atlanticidade e Mundialização, analisou o processo de construção e a identidade europeia que se constitui como um mosaico rico, complexo e multifacetado.

Por seu lado, o historiador Daniel Bastos, antigo aluno da Universidade de Évora, realçou o valor inequívoco das comunidades portuguesas na projeção de Portugal na Europa e no Mundo, e distinguiu o papel das associações de emigrantes e dos meios de comunicação lusófonos na promoção da cultura e língua portuguesa.



Refira-se que este encontro, que encerrou o ciclo da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora “conversas à quinta”, procurou numa época de desafios prementes que se colocam à Europa, recentrar o potencial estratégico das Comunidades Portuguesas no Mundo.