Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador, professor e político minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Peter Francisco, o herói português dos Estados Unidos da América


No passado dia 4 de julho, assinalou-se o Dia da Independência dos Estados Unidos da América, um dos principais, senão mesmo o principal feriado da nação norte-americana, que evoca a Declaração de Independência de 1776, ano em que as Treze Colónias declararam a separação formal do Império Britânico.

O processo de independência dos EUA, ao corporalizar as aspirações à emancipação dos povos, ao triunfo dos direitos inalienáveis do homem, designadamente o direito à vida, liberdade, felicidade e segurança, constituiu um marco indelével para a humanidade. Nesse arrojado processo, abalizado pela Guerra da Independência, iniciada em 1775 entre os colonos americanos e a Coroa Inglesa, e o reconhecimento da emancipação com o Tratado de Versalhes em 1783, destaca-se a figura heroica do português Peter Francisco, a quem chamaram “o Gigante da Virgínia”, “o Gigante da Revolução”, “o Hércules da Virgínia”.

Pedro Francisco ou Peter Francisco terá nascido a 9 de Julho de 1760, na freguesia de Porto Judeu, na Ilha Terceira, no Arquipélago dos Açores, de onde foi raptado ainda em criança por corsários que o abandonaram na costa norte-americana. Após passar pelo orfanato de Prince George County, foi acolhido pelo juiz Anthony Winston, magistrado que em março de 1775 participou na Convenção da Virgínia, acompanhado do seu protegido de raízes lusas.

Com uma imponente estampa física de mais de dois metros altura e cem quilos de peso, Peter Francisco, desde cedo decidiu combater pela independência dos Estados Unidos, alistando-se no 10º Regimento de Virgínia, às ordens de George Washington, que viria a ser o primeiro Presidente dos EUA, distinguindo-se nas várias baralhas em que participou pelos seus atos de heroísmo e bravura.

Quando ainda recentemente as comunidades portuguesas de Boston e Providence acolheram as comemorações oficiais do Dia de Portugal, e o Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa, deslocou-se a Washington para uma visita oficial que contou com um encontro com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a figura heroica de Peter Francisco é um elo histórico memorável dos laços entre Portugal e os Estados Unidos da América.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Toronto acolhe exposição de pintura de Orlando Pompeu


No âmbito do programa das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no Canadá, o mestre-pintor Orlando Pompeu inaugurou na passada quinta-feira (5 de julho) na Peach Gallery em Toronto, a exposição de pintura Con-Textos de Criatividade”.
 
A curadoria da exposição, composta por quarenta aguarelas sobre papel que foram todas vendidas durante a iniciativa cultural aberta à comunidade luso-canadiana, esteve a cargo do historiador e escritor Daniel Bastos, que tem divulgado os trabalhos do artista plástico junto das Comunidades Portuguesas.
 
LEGENDA – O curador da exposição Daniel Bastos (esq.) acompanhado do comendador Manuel da Costa proprietário da Peach Gallery

A convite da Peach Gallery, uma das mais recentes e vibrantes galerias de arte em Toronto, Daniel Bastos, que se encontra na maior cidade do Canadá a apresentar o seu último livro “Terras de Monte Longo”, justificou a ausência do artista na exposição por motivos de saúde, assegurando que as obras expostas refletem um estilo pictórico singular, heterogéneo, criativo e contemporâneo que concorrem para que Orlando Pompeu seja um dos mais conceituados pintores portugueses da atualidade.



















No decurso da iniciativa cultural, que contou com a presença de vários elementos da comunidade luso-canadiana, o comendador Manuel da Costa, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto, e proprietário da Peach Gallery, mostrou-se muito satisfeito por receber a exposição de Orlando Pompeu, que ficará patente à comunidade luso-canadiana durante todo o mês de julho. Para Manuel da Costa, a arte é um elemento cultural importante na formação dos cidadãos e por conseguinte na valorização cultural da comunidade luso-canadiana em Toronto. 























Orlando Pompeu nasceu a 24 de maio de 1956, em Cepães - Fafe / Portugal. Estudou desenho, pintura e escultura em Barcelona, Porto e Paris. Nos anos 90 progrediu no seu percurso artístico ao ir viver para os Estados Unidos da América, primeiramente, e depois, Japão. A sua obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Croácia, Áustria, Brasil, México, Dubai, Canadá, Estados Unidos da América e Japão.

Créditos Fotográficos – Jorge Ribeiro