Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Serafão reviveu história da Santa Casa da Misericórdia de Fafe


No passado sábado à noite, 22 de Dezembro, a freguesia de Serafão, situada no noroeste do concelho de Fafe, recebeu na sede da Junta de Freguesia a Exposição itinerante da Santa Casa da Misericórdia de Fafe evocativa dos Cortejos de Oferendas em benefício do Hospital da Misericórdia de Fafe.

A iniciativa cultural, promovida pela Junta de Freguesia de Serafão, terra de nascimento e de repouso eterno do afamado “médico dos pobres”, Maximino de Matos, que exerceu desde 1931 e durante mais de um quarto de século, as funções de director clínico do Hospital da Misericórdia de Fafe, contou com a presença da Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, Maria das Dores Ribeiro João, e do historiador, Daniel Bastos, autor do livro “ Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade”.
 
Correio do Minho (2012-12-26)
 
A sessão, que lotou por completo o auditório da Junta de Freguesia e contou com a presença das forças vivas da povoação, iniciou-se às 21h30 com a inauguração da exposição. Composta por uma dezena de painéis enriquecidos com fotografias e documentos da época, a exposição sobre a realização dos Cortejos de Oferendas em benefício do Hospital da Misericórdia entre 1944 e 1965, despertou nos participantes lembranças de outros tempos marcados pela generosidade da população de Serafão ao longo da secular história da instituição de assistência.


No decurso da iniciativa, aberta pelo presidente da Junta de Freguesia de Serafão, Artur Neves, que agradeceu a presença de todos, e em particular da Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, Maria das Dores Ribeiro João, e do historiador Daniel Bastos, o autor do livro que retrata os 150 anos desta instituição social de referência na região, proferiu uma palestra que abordou os vários contributos da freguesia de Serafão ao longo da história da Misericórdia de Fafe.
 


Daniel Bastos, que elencou os contributos da freguesia nos Cortejos de Oferendas de 1944, 1955 e 1965, destacou a generosidade de vários beneméritos naturais de Serafão, como o comerciante Joaquim Fernandes Costa Vale, os irmãos José Joaquim Fernandes da Costa e Angelina Rosa Fernandes Costa, e em particular do médico democrata e humanista Maximino de Matos, face mais visível do esforço colectivo e generoso da comunidade que proporcionou nos anos 40 e 50 a modernização do estabelecimento hospitalar.
 
Por seu lado, a Provedora da Misericórdia de Fafe, Maria das Dores Ribeiro João, que agradeceu o convite endereçado à instituição para estar presente na sessão, destacou os vários serviços sociais prestados pela organização estreitando os laços que unem a Misericórdia de Fafe à comunidade. Dirigindo os seus votos de Boas Festas a todos os presentes, Maria das Dores Ribeiro João assegurou que a instituição acompanha os sinais e os desafios dos tempos na prossecução dos princípios da solidariedade, amor e caridade.


Refira-se que a Exposição evocativa dos Cortejos de Oferendas em benefício do Hospital da Misericórdia de Fafe estará patente à comunidade, até ao final do ano, durante a parte de tarde na Junta de Freguesia de Serafão, de modo a que a mesma possa ser visitada pelos emigrantes que regressam à sua terra e família para celebrar a quadra natalícia.

 

 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um Bom Ano Novo

Battolomé Esteban Murtillo - A Adoração dos Pastores (1650)
 
A todos os amigos, colegas e conterrâneos um sincero desejo de um Feliz Natal e um Bom Ano Novo, com o desígnio que nas noites frias de Inverno o calor da nossa amizade aqueça os nossos corações e nos guie no rumo da Esperança e Solidariedade.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Artista fafense Cloé inaugurou exposição em Felgueiras


A artista fafense Cloé (Conceição Antunes) inaugurou no passado sábado à tarde, a exposição de pintura “Passado e presente” na Casa das Artes em Felgueiras.

A abertura da exposição, patente até dia 15 de Janeiro, contou com a presença de amigos e admiradores da pintora fafense que aproveitou a oportunidade para dar a conhecer a sua faceta de escritora, falando do seu primeiro romance, editado em 2011, com o título A que cheiram as giestas!

No decurso da abertura, o escritor Carlos Afonso, que apresentou a obra, enalteceu que o livro de Conceição Antunes “é um hino à condição feminina”. Por seu lado, o vereador da Cultura do Município de Fafe, Pompeu Martins, igualmente presente na iniciativa, assegurou aos presentes que “Cloé é uma mulher extraordinária que revela nas suas obras como a arte pode estar ao serviço da pessoa humana”.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Associação de Futsal de Fafe realizou Jantar de Natal


A Associação de Futsal de Fafe realizou no passado sábado um Jantar de Natal, no Restaurante o Retiro, um dos apoios da época futsalística concelhia, que contou com a presença de elementos da direcção, atletas, amigos da colectividade, e do historiador Daniel Bastos, em representação da Câmara Municipal de Fafe.


O jantar convívio da Associação de Futsal de Fafe, uma das maiores colectividades do concelho, fundada em 2005, que organiza todos os anos um campeonato concelhio disputado por colectividades fafenses e uma outra prova, a Taça Cidade de Fafe, e que durante o presente ano formou uma equipa de futsal feminino, escalão sénior, filiada na Associação de Futebol de Braga, teve como principal objectivo fortalecer o espírito de equipa e união através da confraternização na tradicional ceia de Natal.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cepães em Festa


No passado sábado, 8 de Dezembro, a freguesia de Cepães, uma freguesia do concelho de Fafe situada no Vale do Rio Vizela, com intensa actividade industrial e aptidão agrícola, foi palco de um conjunto de simbólicas cerimónias que enriqueceram a cultura e o património colectivo da povoação.
Correio do Minho (2012-12-13)
 

No decurso da Missa da Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria que decorreu na Igreja Paroquial de Cepães, celebrada pelo padre José Marques, foi simbolicamente benzida ao final da manhã a bandeira do Grupo de “Trampolineiros” de S. Mamede de Cepães, um grupo de bombos ligado à Casa do Povo de Cepães essencialmente constituído por jovens.

Procurando assumir-se como um verdadeiro cartão-de-visita da freguesia, o Grupo de “Trampolineiros” de S. Mamede de Cepães, nova agremiação que vem enriquecer o património e os valores da freguesia, e que tem na sua criação como principais beneméritos os cepanenses Francisco Castro e José Mendes Ferreira de Melo, desfilou acompanhada de dezenas de populares até à Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, onde deleitou os presentes como um reportório musical popular e tradicional que promete animar festas, romarias, comemorações, inaugurações e celebrações.


A parada num dos mais antigos monumentos religiosos conhecidos no concelho de Fafe serviu de mote à inauguração de uma pequena placa evocativa, responsabilidade da Comissão de Festas, da padroeira da agricultura, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Fafe, José Ribeiro, autarca natural de Cepães, e do presidente da Junta de Freguesia de Cepães e do Presidente da Assembleia de Freguesia de Cepães, Manuel Silva e Daniel Bastos.


Ainda no Largo Francisco Fernandes, os principais responsáveis políticos da freguesia e do concelho, acompanhados dos responsáveis da Comissão de Festas, da Casa do Povo de Cepães, do pároco de Cepães e do professor e investigador cepanense José Emídio Martins Lopes, procederam à inauguração do Presépio de Natal que se encontra no Largo Francisco Fernandes. Organizado uma vez mais pela Junta de Freguesia de Cepães, com o apoio do activo de Francisco Castro e de vários cepanenses, o Presépio de Cepães pretende desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a toda a população da Freguesia e visitantes.
Refira-se ainda que ao final da tarde, a Sociedade de Recreio Cepanense, uma das mais antigas colectividades do concelho de Fafe, fundada em Maio de 1926, procedeu à inauguração da remodelação das instalações da sua sede, localizada na antiga Estação, cerimónia que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Fafe, José Ribeiro. A iniciativa computou um jantar-convívio, que decorreu nas instalações da agremiação, em que participaram dezenas de associados, e onde tomaram assento, além do autarca José Ribeiro, o presidente da Sociedade de Recreio Cepanense, Joaquim Mendes, o presidente da Junta de Freguesia de Cepães, Manuel Silva, o pároco de Cepães, José Marques, e o chefe de Gabinete do presidente da Câmara, Carlos Mota.


                              CASA DO POVO DE S.MAMEDE DE CEPÃES

                                           Grupo de “TRAMPOLINEIROS”

                                                                HINO


Cá vem a malta recordar                                                

Uma velhinha tradição                                    

 Mas para não desafinar                                                                            

Tragam-nos verde carrascão


Escutem os nossos tambores

Com gente nova e animada

Também somos bons cantores

E amigos da noitada


Vamos todos acordar

Pela manhã, de madrugada

Sempre a dar, sempre a rufar

Pr’animar a alvorada


CORO

Cá estamos nós

Em Cepães nascidos

Esta é nossa voz

Os nossos gemidos

        

Belas tradições

Broa e bom vinho

Também salpicões

E um chouricinho

Depois de bebidos

E bem enfartados

Também vos pedimos

Dinheiros trocados

A volta vamos dar

Cepães no coração

E todos saudar

Com um abração

Música de “ O Carioca”, da Tuna da Sociedade de Recreio Cepanense e adaptação da letra de Nelson Fafe, das janeiras da década de sessenta do século passado.


Sobre “Os Trampolineiros”:

Em épocas recuadas, sempre que havia necessidade de anunciar qualquer evento numa aldeia, juntava-se um grupo de amigos, com tambores artesanais e lá se faziam ao caminho a troco de uns copitos. Mais que música, faziam barulho, mas o objectivo era alcançado. Com o andar das horas, quem “comandava” o grupo já era o vinho. Apresentavam-se com aspecto pouco cuidado, mal vestidos e, por vezes, até descalços.

Também pelo Carnaval, nas fogueiras da noite, não havendo bombos ou tambores, utilizavam-se tachos e panelas.

Eram verdadeiros maltrapilhos, com uma meia de “vidro” a tapar a cara e um chapéu de palha, cheio de sulfato, na cabeça, para não serem identificados.

Perante tais representações, a população divertia-se e desabafava – “que raio de trampolineiros”.

Assim se apelidou, com uma raiz muito popular, os grupos de tambores e bombos.

Texto e referências de autoria de José Emídio Martins Lopes