Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

sábado, 29 de outubro de 2016

Orlando Pompeu inaugura exposição aguarelas “Pré-Textos do Sub-Consciente”



No próximo sábado (5 de novembro) o mestre-pintor Orlando Pompeu inaugura às 18h00 na Galeria quarenta do Hotel Mestre de Avis, uma unidade hoteleira no centro de Guimarães, integrada no território classificado pela UNESCO, a exposição de aguarelas “Pré-Textos do Sub-Consciente”.
 
Orlando Pompeu
Nascido em Cepães, concelho de Fafe, Orlando Pompeu, estudou desenho, pintura e escultura em Barcelona, Porto e Paris, tendo criado um estilo pictórico pessoal, heterogéneo, criativo, original e contemporâneo. Detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Dubai, Estados Unidos e Japão, Orlando Pompeu é atualmente um dos mais consagrados artistas plásticos portugueses.
 
Convite

Convite

A apresentação da obra e do seu autor, que revela-se em amplos movimentos gestualistas e em trabalhos que combinam o rigor formal com ricos cambiantes multicolores, estará a cargo do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

POEMA – O Relógio do Tempo



Com o aproximar do Dia de Todos os Santos, que é comemorado anualmente no dia 1 de novembro, um dia que é dedicado a homenagear todos os que já partiram, relembro o poema  “o Relógio do Tempo” que simbolicamente evoca o tempo que passa para todos, e que integra o meu livro de poesia “Terra”, magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.
Desenho - Orlando Pompeu


O Relógio do Tempo
                                                                                              O relógio soa
E nos induz, em tom mordaz,
A recordar que uso fugaz
Fizemos do dia que escoa
Charles Baudelaire, As Flores do Mal                        
O relógio do tempo                                                                       
 não para,
avança inexoravelmente
pontual e fugaz
na sucessão imanente
dos dias e das noites.
O relógio do tempo
não anda para trás,
 urge
e não se compadece
que o hoje, amanhã
seja ontem.
Moldado em horas
escoadas
em minutos e segundos,
o relógio do tempo
é universal,
aplica a todos por igual
a sentença da vida
e da morte,
a todos destinada
por todos desconhecida.

Daniel Bastos, “O Relógio do Tempo”, in Terra.

sábado, 1 de outubro de 2016

POEMA - Porque caem as folhas das árvores no Outono?



No início da terceira estação do ano, o Outono, uma das estações mais bonitas do ano, uma estação de essência poética onde a queda das folhas das árvores simbolizam o processo de transformação da vida, relembro novamente o poema intitulado “Porque caem as folhas das árvores no Outono?“ que faz parte do meu livro de poesia “Terra”, magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.




Porque caem as folhas das árvores
                                       no Outono?

Embaladas pela dança do vento
as folhas secas de Outono
soltam-se dos ramos das árvores
caindo suavemente no chão.
Ressequidas pelos vendavais
agitam-se ansiosamente
numa dança contagiante
de melodias e cores naturais.
Desaparecendo
na voragem da estação
as folhas secas de Outono
caem porque têm que cair,
sinal da vida que se renova,
são o novo dia que está por vir.

Daniel Bastos, “Porque caem as folhas das árvores no Outono?”, in Terra