Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Marcas do legado da I República no concelho de Fafe: a Central Hidroeléctrica de Santa Rita

Uma das obras mais significativas e de maior impacto socioeconómico do consulado republicano na vila de Fafe foi a construção da Central Hidroeléctrica de Santa Rita.

Central Hidroeléctrica de Santa Rita


 Projectada em 1913 durante o mandato de José Summavielle Soares, seria inaugurada simbolicamente a 5 de Outubro de 1914, ponto cimeiro das comemorações locais dos quatro anos da implantação do regime republicano, pelo seu amigo e correligionário Artur Vieira de Castro.
Localizada numa margem do rio Vizela na freguesia de Fornelos, a construção da Central Hidroeléctrica de Santa Rita, que esteve a cargo da “Companhia Portuguesa de Electricidade Siemens Schuckert Werke Lda.”, levou o município republicano a contrair um empréstimo de 30 contos para o efeito.
O custo da obra acabou, no entanto, por atingir os 31.663$000 reis. A produção de energia para a iluminação pública e particular, salvaguardando também a possível utilização industrial, embora abastecesse apenas o centro urbano da vila de Fafe, e as freguesias de Fornelos e Golães, colocou em 1914 a vila de Fafe na vanguarda nacional da electrificação e do progresso.

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