No próximo
dia 30 de abril (sábado), é apresentada em Lisboa a obra “Gérald Bloncourt – O olhar de
compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.
O
livro, concebido pelo escritor e historiador Daniel Bastos a partir do espólio
do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para
França nos anos de 1960, é apresentada às 17h00 na FNAC do Chiado.
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Gérald Bloncourt ladeado pelo historiador Daniel Bastos (dir.) e pelo tradutor Paulo Teixeira (esq.) |
A
apresentação do livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue
traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que conta com
prefácio do multipremiado pensador Eduardo Lourenço, estará a cargo do professor universitário e ex-secretário-geral
socialista, António José
Seguro.
Além
das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos
emigrantes portugueses nos bidonvilles dos arredores de Paris, a obra reúne
igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de
origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de
1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim
como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e
as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa.
Segundo
Daniel Bastos, investigador da nova geração de historiadores portugueses com um percurso literário alicerçado junto das
comunidades portuguesas, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, composto por um conjunto de centena e meia de imagens da maior
importância para a história portuguesa do último meio século, é “um convite a uma viagem de redescoberta de um país e de um povo entre os povos”.
Refira-se
que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido
socioeconómico luso-francês, e que a sessão de apresentação em Lisboa incluirá
a abertura de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald
Bloncourt a Portugal, que está a circular pelos diversos espaços da FNAC no
território nacional.
Ainda
no último Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania, um dos eventos
culturais e literários de referência no panorama europeu, que decorre
anualmente em Março no Luxemburgo, o livro foi uma das obras em destaque e alvo
dos mais rasgados elogios das comunidades portuguesas.