Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

sábado, 2 de abril de 2016

POEMA – O voo dos pardais



No início de mais uma estação Primaveril, que no Hemisfério Norte teve inicio a 20 de março, uma estação tipicamente associada ao reflorescimento da flora terrestre e uma época em que os pássaros constroem os ninhos, partilho o desenho e o poema  “O voo dos pardais”,  que fazem parte do meu livro de poesia “Terra” magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu:


O voo dos pardais

Voam em bando os pardais
irmanados de sonhos inocentes
à procura de pródigas sementes
abundantes nos dourados trigais.

Chilreando alegres melodias
pousam os destemidos pardais
por breves instantes nos beirais
anunciando o raiar dos dias.

Durante o apelo da natureza
criam ninhos de amor frugais
doces-abrigos de pura beleza.

Chegada a hora da partida
voam em bando os pardais
rumo ao céu da nova vida.

Daniel Bastos, “O voo dos pardais”, in Terra.

 

Desenho - Orlando Pompeu

2 comentários:

dalia cipriano disse...

Parabéns ,aos pardais por existirem,ao poeta por estar atento ao dedicar este poema lindo e ao mestre pela simbologia expressa na ilustração.obrigada a todos

dalia cipriano disse...

Parabéns ,aos pardais por existirem,ao poeta por estar atento ao dedicar este poema lindo e ao mestre pela simbologia expressa na ilustração.obrigada a todos