Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

domingo, 24 de julho de 2016

POEMA - Castelos de areia



Em pleno Verão, tempo de praia, sol e mar e também de construir castelos na areia, símbolos incontornáveis das memórias dos nossos tempos de criança, partilho o desenho e o poema   “Castelos de areia”,  que fazem parte do meu livro de poesia “Terra” magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu: 

Desenho - Orlando Pompeu

Castelos de areia

Na enseada da fantasia
construo com as mãos
impregnadas de maresia
pulcros castelos de areia.
Fortalezas inexpugnáveis
de alegria e esperança
guardam tesouros incalculáveis,
sonhos eternos de criança.
Alindados com torres de vigia
contemplo dos celsos pináculos
com o binóculo da nostalgia
o amanhecer sobre o mar.
Ouço lá longe
o rebentar das ondas
que um dia hão de desmoronar
os castelos de areia
com que nunca devemos
deixar de sonhar.


Daniel Bastos, “Castelos de areia”, in Terra.

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