Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

domingo, 22 de outubro de 2017

Orlando Pompeu inaugurou exposição “ComTextos Pessoais”em Guimarães



No passado sábado (21 de outubro) o mestre-pintor Orlando Pompeu inaugurou na Galeria quarenta do Hotel Mestre de Avis, uma unidade hoteleira no centro de Guimarães, a exposição “ComTextos Pessoais”.

A inauguração da exposição de um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses da atualidade, detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Dubai e Japão, encheu-se de amigos, admiradores e colecionadores do pintor de referência nacional e internacional.
 

Da esq. para a dir.: O mestre-pintor Orlando Pompeu, acompanhado da empresária Maria Roeder, da vereadora do Município de Guimarães, Paula Oliveira, e do historiador Daniel Bastos
Nesta nova exposição, composta por obras conceptuais, acrílico sobre tela e aguarelas, Orlando Pompeu acentua os elementos característicos da sua profícua carreira artística. Nomeadamente a sublimação do traço, da forma, do ritmo e do desenho que se revelam num conjunto significativo de trabalhos inéditos marcados pela criatividade, originalidade e contemporaneidade. 

A apresentação da obra e do seu autor esteve a cargo do historiador Daniel Bastos, que comentou que a exposição “ComTextos Pessoais”, é marcada por uma mensagem onde predomina o afeto e a ternura feminina, na esteira da sensibilidade e da beleza do universo feminino que estão muito presentes ao longo do riquíssimo percurso cultural e artístico do mestre-pintor, que criou um inimitável estilo pompeuano.






Visivelmente emocionado, o artista agradeceu a presença dos inúmeros amigos, admiradores e colecionadores que lotaram o espaço da Galeria quarenta, entre eles a vereadora do Município de Guimarães, Paula Oliveira, e reconheceu a oportunidade desta nova exposição através do papel da empresária e colecionadora Maria Roeder, que esteve na base do impulso do novo ciclo temático do artista plástico.  

Refira-se que a exposição estará patente ao público até ao dia 31 de janeiro do próximo ano, durante o período normal de funcionamento da unidade hoteleira integrada no território classificado pela UNESCO. E que 20% das vendas das obras expostas será doado à Associação Vencedores do Cancro Unidos pela Vida, uma Associação sem fins lucrativos e que pretende que doentes e seus familiares tenham um apoio na luta contra o Cancro.



Texto de apresentação da Exposição “ComTextos Pessoais”
QUATRO NOTAS PESSOAIS E SENGELAS

1.º Nota - Um agradecimento especial à Dra. Maria Rosa Roeder
 Empresária e proprietária da Galeria quarenta no Hotel Mestre de Avis, uma unidade hoteleira no centro de Guimarães, integrada no território classificado pela UNESCO. Um agradecimento sincero porque o futuro da cultua, da arte, do nosso país, passa por esta colaboração, articulação, sensibilidade, mecenato e visão dos nossos empresários. 

2.º Nota – O reconhecimento do mérito e talento do mestre-pintor Orlando Pompeu
Um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses da atualidade, Orlando Pompeu é detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Dubai e Japão.

Nesta nova exposição que apresenta ao público, intitulada “ComTextos Pessoais”, composta por obras conceptuais, acrílico sobre tela e aguarelas, Orlando Pompeu acentua os elementos característicos da sua profícua carreira artística. Nomeadamente a sublimação do traço, da forma, do ritmo e do desenho que se revelam num conjunto significativo de trabalhos inéditos marcados pela criatividade, originalidade e contemporaneidade. Numa palavra um genuíno estilo pompeuano.

Na exposição “ComTextos Pessoais”, a mensagem predominante é o afeto e a ternura feminina, na esteira da sensibilidade e da beleza do universo feminino que estão muitos presentes ao longo do riquíssimo percurso cultural e artístico do mestre Pompeu Martins. Duas das obras expostas, são inclusivamente dedicadas à sua saudosa mãe, figura maternal que marcou indelevelmente o carácter e a personalidade do mestre.

3.º Nota – A projeção e a divulgação da obra do mestre-pintor Orlando Pompeu nas Comunidades Portuguesas  
A admiração e respeito mútuo que tem fortificado inclusive em trabalhos em conjunto ao nível literário, assim como o facto de sermos naturais da mesma aldeia que nos viu nascer, a nossa aldeia mãe em Cepães (concelho de Fafe) onde está estabelecido o atelier do mestre, e as ligações de amizade que unem as nossas famílias, confluem para que a médio prazo seja levado a cabo um conjunto diverso de apresentações da obra ímpar de Orlando Pompeu junto das Comunidades Portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, espaços onde tenho trabalhado ao longo da última década no domínio cultural e literário, assim como pela realização de um livro de antologia dedicado à incontornável carreira e obra de Orlando Pompeu.

4.º Nota – A arte em prol do Apoio Social   
É de referir e louvar, que em caso de vendas ao longo da exposição que estará patente ao público até ao dia 31 de janeiro do próximo ano, 20% será doado à Associação Vencedores do Cancro Unidos pela Vida, uma Associação sem fins lucrativos e que pretende que doentes e seus familiares tenham um apoio na luta contra o Cancro.

Esta dimensão da arte e empreendedorismo unidos por uma causa social, em prol de algo muito maior, é algo que não pode deixar de ser referido, e é sintomático das qualidades humanas dos dois amigos que nos trazem aqui hoje, a Dra. Maria Rosa Roeder, e em particular o mestre-pintor Orlando Pompeu.

Daniel Bastos, 21 de outubro de 2017

 


O risco de deportação de meio milhar de portugueses nos EUA



Uma das áreas políticas que tem gerado maior polémica na atual governação norte-americana, é inquestionavelmente a política de imigração delineada pela administração Trump, que tem causado não só impacto nos Estados Unidos da América como no estrangeiro, como mostram as proibições temporárias da entrada de cidadãos de países do Médio Oriente e de África.

Pretendendo essencialmente reduzir para metade o número de vistos de residência permanentes atribuídos anualmente e impor novos critérios para a entrada de imigrantes nos EUA, a nova estratégia da administração americana, liderada por Donald Trump, para a imigração rompe declaradamente com a história dos Estados Unidos, uma notável nação de imigrantes.

De facto, os pilares da principal nação do mundo foram construídos ao longo da sua história pela pujança da imigração inglesa, irlandesa, italiana, alemã, asiática, hispânica e de vários outros povos. Como afirma o historiador Alexander Keyssar “os estrangeiros construíram a América no passado e contribuem para o seu desenvolvimento até hoje”.

Também a comunidade lusa, cujas raízes no território norte-americano remontam sobretudo ao primeiro quartel do séc. XIX, quando entre 1820 e 1970 emigraram para os EUA cerca de meio milhão de portugueses, a maior parte deles oriundos dos Açores e da Madeira, ocupa um papel prestimoso no mosaico cultural americano.

No entanto, a população luso-americana que ultrapassa nos dias de hoje um milhão de pessoas, e está sobretudo concentrada na Califórnia, Massachusetts, Rhode Island e Nova Jérsia, não pode deixar de sentir algum incómodo pela inversão do paradigma das políticas de imigração norte-americana. 

É que para além do dever de memória, a comunidade luso-americana pode assistir nos tempos próximos, com o fim do programa “DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals)”, um programa que permite a jovens que foram levados para os EUA em criança de forma ilegal receberem proteção contra deportação, autorização de trabalho e número de segurança social, à possibilidade de deportação de meio milhar de jovens portugueses que deixam de estar abrangidos por este antigo projeto criado em 2012 pelo ex-presidente americano Barack Obama.

domingo, 15 de outubro de 2017

Orlando Pompeu inaugura exposição “ComTextos Pessoais”



No próximo sábado (21 de outubro) o mestre-pintor Orlando Pompeu inaugura às 18h00 na Galeria quarenta do Hotel Mestre de Avis, uma unidade hoteleira no centro de Guimarães, integrada no território classificado pela UNESCO, a exposição de pintura “ComTextos Pessoais”.
 
Orlando Pompeu

Um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses da atualidade, Orlando Pompeu é detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Dubai e Japão.

Nesta nova exposição que apresenta ao público, composta por obras conceptuais, acrílico sobre tela e aguarelas, Orlando Pompeu acentua os elementos característicos sua carreira artística. Nomeadamente a sublimação do traço, da forma, do ritmo e do desenho que se revelam num conjunto significativo de trabalhos inéditos marcados pela criatividade, originalidade e contemporaneidade.
 
Convite

Convite

Refira-se que a apresentação da obra e do mestre-pintor estará a cargo do escritor e historiador Daniel Bastos, e quem caso de vendas, 20% será doado à Associação Vencedores do Cancro Unidos pela Vida, uma Associação sem fins lucrativos e que pretende que doentes e seus familiares tenham um apoio na luta contra o Cancro.

sábado, 14 de outubro de 2017

O inverno demográfico e o fluxo migratório em Portugal



O retrato do país, em termos de fecundidade, natalidade, envelhecimento e fluxo migratório, é expressivo e inquietante: Portugal é atualmente um dos países mais envelhecidos do Mundo.

Os relatórios publicados pelas Nações Unidas sobre o envelhecimento da população mundial apontam mesmo que em 2050, Portugal será a nação mais envelhecida da terra, estimando que cerca de 40% da população portuguesa terá mais de 60 anos. Não deixando de ser reflexo do aumento da esperança média de vida, resultado dos grandes progressos no campo da saúde e na melhoria da qualidade de vida, o acentuado envelhecimento da sociedade portuguesa acarreta a prazo graves consequências ao nível da sustentabilidade dos sistemas de proteção social, como as pensões e os sistemas de saúde.

A divulgação no início deste mês da 5.ª edição do Retrato Territorial de Portugal, onde o Instituto Nacional de Estatística (INE) analisa as dinâmicas territoriais centradas nos domínios Qualificação territorial, Qualidade de vida e coesão e Crescimento e competitividade, acentua o inverno demográfico que se instalou no país. Segundo os dados do INE, o índice de envelhecimento aumentou, entre 2011 e 2016, em 95% dos municípios portugueses e apenas 15 dos 308 concelhos do país registaram um decréscimo.

A análise do INE, que revela que o país está cada vez mais inclinado para o litoral, mostra que o envelhecimento demográfico é sobretudo acentuado nos concelhos das sub-regiões do Interior Norte (Alto Tâmega, Terras de Trás-os-Montes e Douro) e Centro (Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa e Médio Tejo), territórios onde se registam aumentos em mais de 100 idosos por 100 jovens.

 A necessidade de uma resposta global para a premência desestruturante da realidade demográfica, adensada por um saldo migratório negativo que continua a assistir à saída por via da emigração de milhares de trabalhadores portugueses em idade ativa, tem que entrar definitivamente na agenda, visão, estratégia e soluções dos agentes políticos, sociais e económicos para o país. Caso contrário, Portugal continuará um país constantemente adiado e as gerações vindouras terão o seu futuro coletivo irremediavelmente comprometido na pátria que viu nascer as suas famílias. 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A comunidade portuguesa no Reino Unido e o Brexit



O Brexit, palavra criada pela fusão de "Britain" e "exit" para a saída do Reino Unido da União Europeia, no âmbito do referendo de 23 de junho de 2016 em que a maioria dos britânicos, 52%, votou pela saída da UE, continua por estes tempos a ser um dos principias temas das agendas europeias e mundiais.

As consequências ainda imprevisíveis da saída do Reino Unido do espaço comunitário, adensadas pelo arrastar das negociações entre Londres e Bruxelas, não podem deixar de causar inquietude às centenas de milhares de portugueses que escolheram o país como destino de vida e de trabalho. Em particular, aqueles que chegaram há menos tempo a terras de sua majestade, um dos principais destinos da emigração portuguesa na atualidade, e que manifestam algum receio por uma hipotética revogação da liberdade de circulação e fechar de fronteiras a trabalhadores europeus.

Estimada em cerca de meio milhão de pessoas, a comunidade portuguesa no Reino Unido, tem sido nas décadas mais recentes engrossada por um fluxo contínuo de emigração qualificada, que tem sobretudo na estabilidade laboral e salários os principais fatores de atração por este Estado soberano insular localizado em frente à costa noroeste do continente europeu.

Como aponta o Observatório da Emigração, que registou em 2015 a entrada de mais de 30 mil portugueses no Reino Unido, quatro em cada dez profissionais lusos no mercado de trabalho britânico são licenciados. No campo hodierno da emigração portuguesa para o Reino Unido, para além de profissionais como enfermeiros, dentistas, médicos ou cientistas, encontra-se ainda uma considerável mão-de-obra lusa a desempenhar funções nas áreas da construção civil, hotelaria, restauração e limpezas.   

É este peso relevante que a emigração portuguesa ocupa em terras de sua majestade, na linha do papel fundamental que diversas nacionalidades desempenham no desenvolvimento socioecónomico britânico, que deve tranquilizar a comunidade lusa. Uma comunidade modelarmente integrada, que por prudência deve procurar cumprir as condições mínimas requeridas aos imigrantes fora da União Europeia quando pedem um visto de trabalho, mas que seguramente tem no seu esforço quotidiano um crédito que não será desbaratado pelas autoridades britânicas, e cujos direitos não deixarão de ser assegurados e defendidos pela autoridade nacionais e europeias.