Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Livro sobre a História, Memória e Património de Fafe foi apresentado à comunidade



No fim-de-semana passado (13, 14 e 15 de Dezembro), o historiador Daniel Bastos, o fotógrafo José Pedro Fernandes, e o tradutor Paulo Teixeira, apresentaram junto da comunidade local, o livro Fafe – História, Memória e Património.

A obra de 300 páginas com chancela da Editora CONVERSO, em edição trilingue (Português, Francês e Inglês), com prefácio do fotógrafo francês Gérald Bloncourt, foi lançada na sexta-feira à noite (13 de Dezembro), numa sessão inaugural que lotou por completo o auditório da Biblioteca Municipal de Fafe. 





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Ainda na noite de 14 de Dezembro (sábado), a obra foi apresentada na FNAC em Guimarães.







 E na tarde de 15 de Dezembro (domingo), no Hipermercado E-Leclerc de Fafe, sessões culturais que foram também bastante participadas pela comunidade.






Ambas as sessões de lançamento da obra foram apresentadas pelo arquiteto e urbanista Renato Gama – Rosa, do Departamento de Património Histórico / Casa de Oswaldo Cruz / Fundação Oswaldo Cruz – Rio de Janeiro/Brasil, que caraterizou a obra como um espaço vivo de recordação, lembranças, interpretações, análises, leitura mágica do passado, e destacou a profunda influência da emigração “brasileira de torna-viagem” na construção contemporânea do concelho de Fafe.

Presente na sessão inaugural, que foi antecedida por um momento musical pela Banda Quarto C, uma banda fafense que prepara o seu primeiro trabalho de estúdio, o vice-presidente e vereador da Cultura da Câmara Municipal de Fafe, Pompeu Martins, evidenciou o contributo dos autores e a importância da obra na divulgação da História, Memória e Património de Fafe. Assim como o facto de o livro ser patrocinado por uma dezena de empresas representativas do tecido socioeconómico local, evidenciando a responsabilidade social e cultural de vários empresários de Fafe.

Em ambas as sessões de apresentação à comunidade, os autores salientaram que no ano em que se evoca os 500 anos da outorga do Foral Manuelino ao concelho de Monte Longo, que passou a designar-se Fafe nas reformas liberais do séc. XIX, o livro pretende assumir-se como um cartão-de-visita do concelho.

Segundo o historiador Daniel Bastos, a obra transmite uma imagem global e fundamentada da evolução do território concelhio das origens à atualidade, (re) construindo e (re) descobrindo a profusão do património material de interesse cultural, e  a diversidade do património natural e  imaterial de Fafe. 

Por seu lado, o fotógrafo José Pedro Fernandes aludiu que a centena de fotografias a preto e branco que ilustram a obra estão cronologicamente enquadradas e foram captadas dentro de critérios de simplicidade e originalidade. E o docente Paulo Teixeira, cujo trabalho de tradução permite uma leitura acessível e universal da história local a todos que queiram conhecer e visitar Fafe, apontou que cada língua tem o seu próprio sistema e a sua estrutura, reflexo de uma cultura que lhe confere uma forma muito própria de expressão.

Refira-se que estando já agendadas para o início do próximo ano sessões de apresentação da obra em várias lojas FNAC no território nacional, está igualmente previsto a apresentação do livro no estrangeiro junto da comunidade emigrante. A obra é ainda comercializada pelo Hipermercado E-Leclerc, e será distribuída pelas livrarias e pontos culturais e turísticos do concelho de Fafe.
Correio do Minho (2013-12-17)

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