Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

História de Fafe abordada em Congresso Internacional no Brasil

O historiador Daniel Bastos participou no passado dia 21 de Outubro (terça-feira), no III Encontro da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, que decorreu na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo no Brasil.



No âmbito do evento, dedicado à temática “arquitetura, cidade e projeto: uma construção coletiva”, e que teve como principal objetivo discutir, de modo transversal, interdisciplinar e inovador, a dimensão estratégica do projeto, bem como os desdobramentos que articulam teoria e prática e integram os processos históricos e socioculturais que produzem a arquitetura e a cidade, o historiador natural do concelho de Fafe apresentou uma comunicação intitulada “Fafe – Uma cidade portuguesa construída pelos brasileiros de torna-viagem na transição do século XIX para o XX”.








Durante a sua comunicação neste Congresso Internacional que se assume como um dos principais eventos da área de arquitetura e urbanismo do Brasil, e que reuniu na maior metrópole lusófona do mundo, arquitetos e historiadores latino-americanos e europeus, o investigador que integra uma rede luso-brasileira de estudo dos Hospitais da Beneficência Portuguesa, evidenciou o papel coletivo que os brasileiros de torna-viagem desempenharam na construção contemporânea do concelho de Fafe.

Mormente, como se deveu à emigração transatlântica oitocentista a construção em Fafe das primeiras moradias apalaçadas, dos primeiros polos industriais, das primeiras escolas e asilos, do Jardim Público, da Associação Humanitária dos Bombeiros, do Teatro-Cinema e do Hospital de São José, idealizado na linha arquitetónica do Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro.

No decurso dos trabalhos do Congresso Internacional, que contou com um total de 380 trabalhos submetidos para as sessões de comunicação, o investigador licenciado em História pela Universidade de Évora, e Pós-Graduado em Ética e Filosofia Politica pela Universidade Católica Portuguesa, apresentou o seu último livro “Fafe – História, Memória e Património”, uma obra trilingue, que se assume como um cartão-de-visita do concelho de Fafe, resultado da parceria entre o historiador, o fotógrafo José Pedro Fernandes e o tradutor Paulo Teixeira.

Refira-se que a obra, que foi bem recebida pela comunidade de investigadores presentes no evento, e que contou na sessão de apresentação com a presença de emigrantes naturais de Fafe radicados em São Paulo, passará a ser comercializada na maior cidade lusófona do mundo pela livraria BOOKSTORE, uma livraria brasileira especializada em arte, cultura, arquitetura e urbanismo.




Saliente-se ainda, que o historiador fafense que ao longo do presente ano já apresentou o seu último livro “Fafe-História, Memória e Património” junto da comunidade emigrante portuguesa em Paris, Bruxelas e Toronto, na manhã do dia 21 de Outubro (terça-feira) foi recebido e visitou o Museu da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo, uma instituição privada considerada o maior hospital filantrópico da América Latina.
Correio do Minho (2014-10-24)

Notícias de Fafe (2014-10-24)

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