Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Era dos Descobrimentos



No ano em que Portugal comemora os 600 anos da tomada de Ceuta, o primeiro marco da expansão marítima portuguesa, um dos períodos mais importantes da história de Portugal, deixo aqui enquanto professor, escritor e historiador o meu singelo reconhecimento e homenagem à epopeia dos navegadores e descobrimentos portugueses que tornaram eterna a pátria de Camões, vertido no poema “Era dos Descobrimentos”, que faz parte do meu último livro de poesia “Terra” magnificamente ilustrado pelo consagrado mestre-pintor Orlando Pompeu:  


Era dos Descobrimentos
No princípio era sonho,
desejo incontido de conquista
sublimado no signo da cruz
e bramido no cabo da espada.
Era querer ir mais além
desvendar os mistérios do mundo
dos homens e dos deuses
desbravar a vastidão imensa
ligar o Ocidente ao Oriente.
Era partir em viagem
perscrutar no horizonte
a miragem do destino incerto
navegar ao sabor do mar
e do vento sustido em velas
de frágeis caravelas.
Era desígnio hercúleo
concedido por el rei
de Portugal
a destemidos aventureiros
e desditosos marinheiros
seduzidos pela ilusão
da fortuna e glória.

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