Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Porque caem as folhas das árvores no Outono?



Hoje à noite, no hemisfério norte, começa a terceira estação do ano, o Outono. Uma das estações mais bonitas do ano, o Outono é uma estação de essência poética, nostálgica e melancólica, onde a queda das folhas das árvores, as paletas naturais de cores amarelas, castanhas e vermelhas da natureza, o tom cinzento do céu e o sabor dos frutos amadurecidos, simbolizam o processo de transformação da vida. 

Foi essa mundividência que procurei refletir no poema “Porque caem as folhas das árvores no Outono?”, que faz parte do meu último livro de poesia “Terra” magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu:


Porque caem as folhas das árvores no Outono?

Embaladas pela dança do vento
as folhas secas de Outono
soltam-se dos ramos das árvores
caindo suavemente no chão.
Ressequidas pelos vendavais
agitam-se ansiosamente
numa dança contagiante
de melodias e cores naturais.
Desaparecendo
na voragem da estação
as folhas secas de Outono
caem porque têm que cair,
sinal da vida que se renova,
são o novo dia que está por vir.

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