Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

sábado, 1 de outubro de 2016

POEMA - Porque caem as folhas das árvores no Outono?



No início da terceira estação do ano, o Outono, uma das estações mais bonitas do ano, uma estação de essência poética onde a queda das folhas das árvores simbolizam o processo de transformação da vida, relembro novamente o poema intitulado “Porque caem as folhas das árvores no Outono?“ que faz parte do meu livro de poesia “Terra”, magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.




Porque caem as folhas das árvores
                                       no Outono?

Embaladas pela dança do vento
as folhas secas de Outono
soltam-se dos ramos das árvores
caindo suavemente no chão.
Ressequidas pelos vendavais
agitam-se ansiosamente
numa dança contagiante
de melodias e cores naturais.
Desaparecendo
na voragem da estação
as folhas secas de Outono
caem porque têm que cair,
sinal da vida que se renova,
são o novo dia que está por vir.

Daniel Bastos, “Porque caem as folhas das árvores no Outono?”, in Terra

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