Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

POEMA – O Relógio do Tempo



Com o aproximar do Dia de Todos os Santos, que é comemorado anualmente no dia 1 de novembro, um dia que é dedicado a homenagear todos os que já partiram, relembro o poema  “o Relógio do Tempo” que simbolicamente evoca o tempo que passa para todos, e que integra o meu livro de poesia “Terra”, magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.
Desenho - Orlando Pompeu


O Relógio do Tempo
                                                                                              O relógio soa
E nos induz, em tom mordaz,
A recordar que uso fugaz
Fizemos do dia que escoa
Charles Baudelaire, As Flores do Mal                        
O relógio do tempo                                                                       
 não para,
avança inexoravelmente
pontual e fugaz
na sucessão imanente
dos dias e das noites.
O relógio do tempo
não anda para trás,
 urge
e não se compadece
que o hoje, amanhã
seja ontem.
Moldado em horas
escoadas
em minutos e segundos,
o relógio do tempo
é universal,
aplica a todos por igual
a sentença da vida
e da morte,
a todos destinada
por todos desconhecida.

Daniel Bastos, “O Relógio do Tempo”, in Terra.

Sem comentários: