Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Fafe: Livro lembra homicídio de militante do PCP no “verão quente” de 1975 (C/FOTO)

Fafe, 22 jan (Lusa) - O historiador Daniel Bastos apresenta hoje em Fafe um livro sobre a história contemporânea da cidade, no qual consta um homicídio à porta da sede local do PCP no verão de 1975. 

Daniel Bastos 

As duas passagens do rei D. Carlos pelo concelho, a participação de habitantes locais na primeira guerra mundial, as campanhas presidenciais de Norton de Matos e Humberto Delgado e a importância da emigração para o Brasil no desenvolvimento industrial de Fafe são outros factos históricos abordados no trabalho.

A apresentação do livro está marcada para as 21:30 no Teatro-Cinema de Fafe, com a participação de Iva Delgado, presidente da Fundação Humberto Delgado.

No prefácio da obra, Iva Delgado escreve que o livro traduz “uma visão da história contemporânea de Fafe numa perspetiva de interação com acontecimentos nacionais e internacionais e com linhas de rumo ideológicas derivadas da mudança de regimes”.

O trabalho de Daniel Bastos aborda sob ponto de vista histórico, com recurso a imagens e citações, o percurso social, económico e político deste concelho minhoto. A abordagem começa a propósito dos acontecimentos que antecederam a implantação da República até os momentos mais relevantes relacionados com o 25 de abril de 1974 e as primeiras eleições autárquicas, em 1976.

No livro “Fafe – Estudos de História Contemporânea”, da editora Labirinto, o historiador conta e comenta de forma pormenorizada o papel de várias personalidades e famílias locais nas diferentes fases da história contemporânea.

À Lusa o historiador explica que “este livro é o trabalho de uma investigação de cerca de 10 anos, que incluiu consultas de inúmeros arquivos locais, regionais e nacionais.
“Jornais publicados no concelho e arquivos familiares também foram uma ajuda preciosa”, acrescentou.

O período mais recente da história foi o que mais impressionou o historiador, nomeadamente a tensão dos anos que se seguiram à revolução de 1974, sobretudo o denominado verão quente de 1975.

A morte de uma pessoa à porta da sede do PCP vítima de uma troca de tiros e a colocação de bombas em viaturas e habitações marcaram a história do concelho. 

“Fiquei profundamente admirado, apesar de ter as minhas raízes em Fafe. O concelho, mesmo a nível nacional, foi o primeiro a ser palco de violentas ações contra o PCP”, afirmou.

Daniel Bastos é licenciado em história pela Universidade de Évora, cidade onde também fez o curso de Cultura Teológica promovido pelo Instituto Superior de Teologia.

Nesta fase, está a fazer o doutoramento em ética e filosofia política na Universidade Católica de Braga.

APM.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim            
(P:S- O meu agradecimento e amizade ao jornalista Armindo Pereira Mendes pela divulgação da obra. Daniel Bastos);

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