Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

UMA ABORDAGEM AO PENSAMENTO E OBRA DE PABLO NERUDA


Pablo Neruda nasceu no alvorecer do séc. XX no Chile, disseminando na América Latina uma “poesia militante que explode em denúncia e cólera”, que se entroncou no comunismo e enalteceu a revolução cubana. O poeta chileno encaixa no paradigma de “bardo”, que estaria "entre os deuses e os homens, gerando o haver mundo e história no receber de uns e dar a outros" (Paulo A. E. Borges).
Pablo Neruda (1904-1973)
 A poesia em Neruda exara “o profético que há em mim ”, transportando “a perfeição com que se relaciona com a terra, tempo e homem”. O poeta em “Ode ao Homem Simples” aponta: «vejo a terra, / e a sua unidade, / a água, / o homem, / e tudo provo assim / buscando-te/ em tudo». Em “Eternidade” afirma o aedos contemporâneo: “A terra é uma catedral de pálpebras pálidas, / eternamente unidas e agregadas num / vendaval de segmentos, num sal de abóbadas, / numa cor final de Outono perdoado”. E quem é o poeta? Atentamos: “eu sou o nimbo metálico, a argola / encadeada a espaços, a nuvens, a terrenos / que toca despenhadas e emudecidas águas, / e volta a desafiar a tormenta infinita”.
O Amor, que em Pablo Neruda atinge uma totalidade primorosa – “Meu amor, / encontramo-nos / sedentos e bebemos / toda a nossa água e o nosso sangue” –, pois “tu e eu somos a luz que continua”.

Sem comentários: