Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

História de Fafe juntou a comunidade emigrante no Consulado Geral de Portugal em Paris



No passado dia 20 de Março, o historiador Daniel Bastos, conjuntamente com o fotógrafo José Pedro Fernandes e o tradutor Paulo Teixeira, apresentaram no Consulado Geral de Portugal em Paris o livro Fafe – História, Memória e Património.


A sessão, que juntou a comunidade emigrante em França, em particular a fafense, e encheu a Sala Eça de Queirós, contou com a presença do fotógrafo francês Gérald Bloncourt, que nas décadas de 50 e 60 retratou a vida dos emigrantes portugueses em França. 

Autor do prefácio do livro, o reputado fotógrafo, pintor e poeta francês, que felicitou o trabalho a três mãos dos autores, assegurou que esta obra que transmite uma imagem global e fundamentada da evolução do território concelhio das origens à atualidade através de um enquadramento histórico assente numa centena de fotografias originais a preto e branco, redescobre “locais por onde circulei nos anos sessenta”, e acrescenta um importante contributo para a preservação e divulgação da memória da região do Minho e de Portugal.

Antes, Pedro Lourtie, Cônsul-Geral de Portugal em Paris, que enalteceu os autores e o papel dinâmico da comunidade emigrante fafense em França, destacou a importância do projeto do Museu das Migrações e das Comunidades, sedeado no concelho de Fafe, como um espaço de valorização de espólios e das memórias associadas à emigração.

Ao longo da sessão, os autores da obra, confluíram nos agradecimentos aos responsáveis consulares, designadamente ao Cônsul-Geral de Portugal em Paris, Pedro Lourtie, e ao conselheiro cultural, Miguel Costa, assim como ao conterrâneo conselheiro das Comunidades Portuguesas e presidente da Associação Memória das Migrações, Parcidio Peixoto, pela oportunidade de apresentarem o livro junto da comunidade emigrante. Acrescentado que o facto de o livro estar traduzido em Francês e Inglês pretende também mostrar aos “filhos e netos dos nossos emigrantes que têm um papel importante no desenvolvimento do nosso concelho, a terra dos seus pais e avós, para que se possam orgulhar das suas raízes e promover junto das comunidades onde estão inseridos o melhor que Fafe tem para oferecer ao nível da gastronomia, da natureza, mas também das suas gentes, valores, instituições e indústrias”.

Paralelamente à sessão de autógrafos decorreu uma prova de vinhos Tapada dos Monges Branco 2013, produzido pelos Vinhos Norte, um produtor de Vinho Verde sedeado em Fafe, cujos produtos vitivinícolas se assumem como um importante cartão-de-visita do concelho.
Refira-se que no seguimento desta apresentação na capital francesa o historiador Daniel Bastos estabeleceu com Gérald Bloncourt a realização em parceria de um livro de âmbito transnacional que vai passar pela contextualização e divulgação do espólio fotográfico do afamado fotógrafo francês, alusivo à Emigração Portuguesa, que será traduzido em português e francês pelo docente Paulo Teixeira.

Após esta apresentação junto da comunidade emigrante em Paris, o livro Fafe – História, Memória e Património será apresentado no próximo dia 29 de Março na Livraria Portuguesa Orfeu em Bruxelas.

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