Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Escritor Daniel Bastos apresentou novo livro “Terra”



No fim-de-semana passado (5, 6 e 7 de Dezembro), o escritor e historiador Daniel Bastos apresentou o seu último livro “Terra”, que marca a estreia do autor natural de Fafe no campo da poesia, junto da comunidade local.



A obra com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue (Português e Francês) com tradução do docente Paulo Teixeira, e que conta com ilustrações do consagrado artista plástico português Orlando Pompeu, cuja obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai, e prefácio do aclamado fotógrafo, poeta e pintor Gérald Bloncourt, Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França, foi lançada na sexta-feira à noite (5 de Dezembro), numa sessão cultural que encheu por completo o auditório da Biblioteca Municipal de Fafe. 


No decurso da sessão, Daniel Bastos, que enalteceu o apoio de várias empresas representativas do tecido socioeconómico local na edição da obra, defendeu que o investimento na cultura, em particular na criação literária, é essencial para ajudar a ultrapassar a crise económica e para a formação do espirito humano.




A sessão inaugural, que foi antecedida por um momento musical executado pelo pianista Nelson de Quinhones, enobrecido com declamações poéticas de docentes da Escola Secundária de Fafe, e que contou com a presença do assessor do Município de Fafe, Albino Costa, que realçou o contributo do autor na promoção da cultura e história local, incluiu a exposição dos desenhos do Mestre Orlando Pompeu. Durante a apresentação do livro, o pintor, detentor de uma carreira ímpar, destacou que as ilustrações da obra foram concebidas propositadamente a partir dos poemas, gerando assim uma simbiose entre a linguagem artística da pintura e da poesia.











Ainda na noite de 6 de Dezembro (sábado), a obra, no âmbito do Festival 6 Continentes que tem como principais objetivos promover a língua portuguesa e uma maior união dos vários países e comunidades de língua portuguesa, foi apresentada no espaço FNAC em Guimarães, e na tarde de 6 de Dezembro (domingo), no Hipermercado E.Leclerc em Fafe, sessões culturais que foram também profusamente participadas pela comunidade local.














Ambas as sessões de lançamento foram apresentadas pelo docente e tradutor Paulo Teixeira, que na esteira do poeta João Ricardo Lopes, escritor português que assina o posfácio do livro, definiu a obra poética de Daniel Bastos como um livro de afetos profundos. Segundo o mesmo, na coletânea, o autor revela, na intimidade do que verdadeiramente tem importância na vida, um conjunto de pensamentos e de desassossegos paralelos, expressos numa linguagem telúrica de amor filial às raízes, de nostalgia do tempo que passou, de denúncia da injustiça, de sublimação do amor, de resgate da história e de afirmação da liberdade. 

Refira-se que estão agendadas para o início do próximo ano várias sessões de apresentação do livro em Portugal, sendo a primeira em Braga no dia 24 de Janeiro (sábado) às 21h30 na FNAC, assim como no estrangeiro, sendo a primeira em Paris no dia 7 de Fevereiro (sábado) às 16h00 no espaço cultural Lusofolie's.

1 comentário:

Festival 6 Continentes - O Festival disse...

Obrigada pela Participação n'O Festival.