Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Apresentação na capital do Minho do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”



No próximo dia 22 de janeiro (sexta-feira), é apresentada em Braga a obra Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.
 
Gérald Bloncourt ladeado pelo historiador Daniel Bastos (dir.) e pelo tradutor Paulo Teixeira (esq.)
O livro, concebido e realizado pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, é apresentada às 21h30 no Fórum da FNAC na capital do Minho, solar tradicional da emigração portuguesa.
 
Convite
A apresentação do livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que conta com prefácio do pensador Eduardo Lourenço, estará a cargo do antigo Diretor da Biblioteca Pública de Braga, Henrique Barreto Nunes.
 
Capa do livro
Além das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles dos arredores de Paris, a obra reúne igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa.
 
Contra - capa do livro
Segundo Daniel Bastos, atualmente professor de História no Colégio João Paulo II em Braga, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, composto por um conjunto de centena e meia de imagens da maior importância para a história portuguesa do último meio século, é “um convite a uma viagem de redescoberta de um país e de um povo entre os povos”.

Para Eduardo Lourenço, ensaísta recentemente galardoado com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural que assina o prefácio do livro, os retratos de Gérald Bloncourt sobre a emigração portuguesa para França nos anos 60 “salvaram do esquecimento” a saga dos portugueses que partiram em busca de melhores condições de vida.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês, e que a sessão de apresentação em Braga computará a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que irá circular pelos diversos espaços da FNAC no território nacional.

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