Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

sábado, 17 de setembro de 2016

Emigração Portuguesa debatida em Viana do Castelo



Na passada sexta-feira (16 de setembro), a Biblioteca Municipal de Viana de Castelo, acolheu um colóquio dedicado às “Perceções sobre a Emigração Portuguesa”.

O evento, que recebeu figuras nacionais para debater a emigração portuguesa, foi promovido pelo deputado eleito pela emigração, Paulo Pisco, em colaboração com o Município de Viana do Castelo, e teve como principal objetivo debater o olhar sobre Portugal de quem vive fora e como são vistos os portugueses residentes no estrangeiro.


Da esq. para a dir.: José Luís Carvalho, Daniel Bastos, Paulo Pisco, José Maria Costa, Gérald Bloncourt, Rui Pena Pires e Pedro Góis

Dividido em dois painéis moderados pelo deputado Paulo Pisco, a abertura do colóquio comportou a presença de José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades, e de José Maria Costa, autarca de Viana do Castelo, assim como de historiadores e especialistas, para além do jornalista e fotógrafo Gérald Bloncourt, que teve presente na iniciativa uma exposição evocativa da história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960 e que está na base da conceção e realização do livro “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

No primeiro painel, subordinado à temática “Como são vistos os portugueses residentes no estrangeiro”, intervieram o Presidente do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires, que analisou a evolução e as caraterísticas da emigração e das comunidades portuguesas; o historiador Daniel Bastos, que destacou o papel da comunidade portuguesa de Toronto no Canadá, e o investigador da Universidade de Coimbra, Pedro Góis, que abordou a nova emigração e a relação com a sociedade portuguesa.

No segundo painel, subordinado à temática “Olhar sobre Portugal de quem vive fora”, intervieram o fotógrafo Gérald Bloncourt que recordou a sua ligação emblemática à emigração portuguesa para França, o empresário Carlos de Matos, que reviveu o seu percurso de vida desde a viagem a “salto” que empreendeu para França no final da década de 60 até ao sucesso no mundo dos negócios, e o dirigente associativo em Andorra, José Luís Carvalho, que expôs os anseios e desafios da comunidade portuguesa no Principado de Andorra.


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