Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Universidade de Évora debateu mobilidade e migrações



Na passada terça-feira (9 de maio), a “circulação de pessoas – evolução e perspetivas ao longo da História”, foi o tema central das Jornadas de História e Arqueologia organizadas pelo Núcleo de Estudantes de História e Arqueologia da Universidade de Évora, uma instituição de referência do ensino superior público português. 



Legenda - Durante a sua intervenção nas jornadas em Évora, moderadas pela professora catedrática Fátima Nunes, o historiador Daniel Bastos (dir.) descreveu o fotógrafo Gérald Bloncourt como o guardião da memória e o cronista visual da emigração portuguesa para França nos anos 60. O investigador João Brigola (esq.) realçou a importância dos livros de viagem para o estudo das mentalidades e mobilidades.


 

Legenda – Da dir. para a esq.: professora Filomena Barros, o historiador Daniel Bastos, os docentes Fátima Nunes e João Brigola, e os investigadores João Paulo Salvado e Francisco Mangas

A iniciativa, que decorreu no Palácio do Vimioso, e envolveu alunos e docentes da instituição académica, contou entre os oradores convidados, com a professora Filomena Barros que abordou a “Mobilidade (s): os Muçulmanos no Reino de Portugal”, os investigadores João Paulo Salvado e Francisco Mangas que destacaram as “Elites mercantis no Portugal Moderno: entre o reino e o império”, o docente João Brigola que analisou “O privado que se faz público – viajantes e livros de viagem em Portugal (sécs. XVIII e XIX), o historiador Daniel Bastos que falou sobre “Gérald Bloncourt – o fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa para França nos anos 60”, o arqueólogo António Carlos Silva que assinalou “A Gruta do Escoural, um marco nas rotas migratórias pré-históricas”, e a investigadora Leonor Rocha que expôs os “Movimentos de Populações e/ou espólios na Pré-história com base nos monumentos funerários”.   






O encontro multidisciplinar que cruzou na academia alentejana vários olhares sobre o tema da mobilidade e migrações, uma temática de premente relevância no contexto atual, procurou assim aprofundar e dar a conhecer diferentes estudos e investigações que têm sido realizados sobre o fenómeno migratório que constitui uma constante estrutural da história portuguesa.


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