Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.

domingo, 12 de novembro de 2017

O incremento da entrada de portugueses no Canadá



No início deste mês, o Observatório da Emigração, que tem como um das suas principais missões recolher, harmonizar e analisar informação sobre a evolução e as caraterísticas da emigração portuguesa e das populações portuguesas emigradas, anunciou que no ano de 2016 entraram 845 portugueses no Canadá, mais 3% do que no ano anterior.

Embora estes números obtidos através de dados do Citizenship and Immigration Canada estejam muito longe do número de entradas de portugueses durante as décadas de 1960-70 no país que ocupa grande parte da América do Norte, decénios em que se registaram entradas na ordem de 5,000 por ano, este anúncio mostra o papel estruturante que as autoridades canadianas continuam a atribuir ao fenómeno migratório enquanto força motriz de desenvolvimento.

Conhecida por ser uma nação cujos pilares de cidadania assentam num autêntico mosaico cultural, tanto que no território existem mais de 70 grupos étnicos com mais de 60 línguas, atualmente, por exemplo vivem no Canadá mais de meio milhão de luso-canadianos, representando cerca de 2% do total da população canadiana, esta consciência de abertura e tolerância encontra-se hodiernamente plasmada na figura do jovem primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau.

Desde que alcançou o poder em novembro de 2015, Justin Trudeau tem pautado a sua ação politica por uma clara valorização do papel da imigração no crescimento do Canadá, através de um discurso e praxis política diametralmente oposta à do país vizinho americano liderado por Donald Trump.

O bem-sucedido programa de imigração canadiano, que Justin Trudeau não se cansa de enaltecer dentro e além-fronteiras, está indelevelmente ligado ao facto de o segundo maior país em área do mundo possuir uma das mais influentes economias a nível global.  

Não é por acaso, que assistimos atualmente ao incremento da entrada de portugueses no Canadá, ainda no início deste mês o governo canadiano anunciou que pretende aumentar o número de imigrantes para 340 mil por ano até 2020, números que seguramente terão que ser revistos em alta para que a economia permaneça competitiva e o Canadá continue a assumir-se como um dos países mais ricos do mundo.  

sábado, 11 de novembro de 2017

Daniel Bastos apresentou candidatura ao PS-Fafe



No passado sábado à tarde (11 de novembro), o docente e historiador Daniel Bastos, antigo líder da Juventude Socialista de Fafe e da Associação Nacional de Jovens Autarcas Socialistas, apresentou publicamente a sua candidatura à liderança da Secção do PS-Fafe, uma das maiores concelhias socialistas do distrito de Braga e do país.


No decurso da sessão, Daniel Bastos, que garantiu não ser testa de ferro de ninguém e partir para este combate com a disponibilidade de falar com todos numa fase crítica do partido em Fafe, apresentou os três pilares fundamentais da sua candidatura: Unir, Renovar e Fortalecer. 

Segundo o mesmo, só através de um diálogo aberto, construtivo, democrático e plural, será possível relançar as bases da estrutura socialista local que ao longo das décadas tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento do concelho de Fafe, principio maior que a todos deve motivar no presente e futuro, e o único caminho capaz de fazer ultrapassar divergências e diferenças.





Refira-se que a Comissão Nacional do Partido Socialista decidiu marcar eleições concelhias para o biénio 2018-2020 para o mês de janeiro, e o que o docente e historiador Daniel Bastos assumiu transitoriamente a presidência da Comissão Politica do PS-Fafe após a demissão do atual Presidente da Assembleia Municipal de Fafe, José Ribeiro, da liderança da estrutura socialista no rescaldo das últimas Eleições Autárquicas.

Historiador Daniel Bastos apresenta conferência sobre a emigração portuguesa em Santiago de Compostela



No próximo dia 15 de novembro (quarta-feira), o historiador Daniel Bastos é um dos oradores convidados do II Seminário da Cátedra das Migrações “Galegos e portugueses além da sua terra”, promovido pela Cátedra UNESCO da Universidade de Santiago de Compostela.


No decurso da iniciativa que decorrerá na Faculdade de Geografia e História, de uma das mais antigas universidades da Península Ibérica e do mundo, o investigador da nova geração de historiadores portugueses, cujo percurso percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, apresentará uma comunicação intitulada “Gérald Bloncourt – O fotógrafo da emigração portuguesa”.


Com diversas participações em conferências nacionais e internacionais, assim como artigos e livros publicados no domínio da História e Emigração Portuguesa, Daniel Bastos é autor livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, uma edição bilingue, que conta com prefácio do pensador Eduardo Lourenço, e que foi concebida a partir do espólio do conhecido fotógrafo francês Gérald Bloncourt que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos 60 e 70.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

As visitas dos emigrantes de longa duração a Portugal



Contrariamente à ideia do senso comum que considera a emigração portuguesa como uma gesta onde só existem histórias individuais de sucesso de compatriotas que alcançaram o êxito lá fora, a realidade do fenómeno migratório nacional está cheia de casos de emigrantes que tiveram menos sorte e vivem com dificuldades, confrontados com situações de precariedade, de doença, de desemprego, de abandono e de solidão. 

Este número de casos de insucesso terá mesmo vindo mesmo a aumentar nos últimos anos em consequência do envelhecimento e das crises que afetam alguns dos tradicionais destinos da emigração lusa, como é o caso premente da Venezuela, cuja prolongada crise política, económica e social está a afetar de sobremaneira a comunidade portuguesa. Os últimos Relatórios da Emigração Portuguesa não deixam de alertar para este conjunto de situações, apontando mesmo que o fluxo migratório regista inúmeros casos de sucesso mas que existem igualmente vários dramas de isolamento e pobreza.

Estas condições confrangedoras de dificuldades, responsáveis em grande medida pelo facto de muitos portugueses no estrangeiro ficarem largas décadas afastados da sua terra natal, tem originado a dinamização de projetos que têm possibilitado a visita de emigrantes de longa duração a Portugal.

É o caso, por exemplo, do programa "Portugal no Coração" da Fundação Inatel, destinado a emigrantes de longa duração, com décadas de afastamento de Portugal, e que já trouxe ao nosso país cerca de 800 compatriotas, provenientes de mais de 25 países, nas últimas décadas. Ainda no final do passado mês de outubro, um grupo de 15 emigrantes, composto essencialmente por emigrantes com mais de 65 anos residentes na Argentina, Brasil e Venezuela esteve de visita a Portugal, integrado num outro projeto da Secretaria de Estado das Comunidades, e que tem como principal objetivo trazer compatriotas que não visitam o nosso país há pelo menos 20 anos.

Estes programas revelam-se de uma importância fulcral na consubstanciação das funções de vinculação identitária e de solidariedade social que devem nortear as prioridades políticas do Governo para as Comunidades Portuguesas, genuínas embaixadoras de Portugal no Mundo, mas que como nós, não estão imunes ou livres de infortúnios e crises.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Empreendedorismo direcionado para a Diáspora Portuguesa



Cada vez mais encarado como a chave para o futuro, o empreendedorismo é a palavra de ordem em Portugal e no Mundo, e veio para ficar. Dos estudantes aos empresários, dos jovens desempregados aos de longa duração, da escola è empresa, dos docentes aos decisores económicos, políticos e sociais, a ideia chave é a mesma: é fundamental fortalecer e disseminar uma cultura empreendedora.

Este novo olhar universal, alicerçado no conhecimento e na inovação, na promoção e construção de ideias, na avaliação de oportunidades, na mobilização de recursos, na assunção de riscos e na concretização de iniciativas diferenciadas e de sucesso, tem implementado novos negócios, empresas e projetos que têm dinamizado e impulsionado as economias dos países.   

Portugal não foge à regra. O nosso país apresenta na atualidade, ao nível do empreendedorismo, muitos e bons exemplos de casos de sucesso que através da sua capacidade de iniciativa, risco e novas tecnologias, criam os seus próprios projetos que vão dando cartas inclusive além-fronteiras. Um desses mercados, que pelas suas inúmeras potencialidades começam a captar a atenção dos empreendedores lusos, é o da Diáspora Portuguesa, o chamado “mercado da saudade”, formado por milhões de portugueses a viver no estrangeiro.  

Ainda recentemente a imprensa nacional e lusófona destacou nas páginas dos seus órgãos de informação, o exemplo da Rumo, uma plataforma online de apoio psicológico para emigrantes portugueses. Um projeto delineado pelo doutorando na Universidade de Leicester, no Reino Unido, Francisco Valente Gonçalves, na sequência de uma experiência pessoal, quando o mesmo necessitou em 2015 de se submeter a um processo psicoterapêutico.

Em fase de franco crescimento, esta plataforma online que possibilita o contacto entre pessoas de nacionalidade portuguesa, que residem fora do seu país, e serviços de psicologia promovidos por profissionais desta área com a mesma nacionalidade, é um exemplo claro dos benefícios mútuos que podem advir da aposta empreendedora na Lusofonia, que além de consolidar o crescimento de novas iniciativas nacionais permite simultaneamente aos nossos compatriotas usufruir de serviços úteis e inovadores.