Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Lançamento do livro “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 anos ao Serviço da Comunidade”


No próximo dia 25 de Maio, o historiador Daniel Bastos apresenta em Fafe o livro Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 anos ao Serviço da Comunidade (1862 – 2012).


A apresentação do livro, integrada nas comemorações do 150º aniversário da fundação da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, instituição de referência no concelho e maior Misericórdia do distrito de Braga em serviços prestados à comunidade e em número de valências que comporta, está marcada para as 21:00 no Teatro – Cinema de Fafe, com a participação de Maria Beatriz Rocha – Trindade, Professora Catedrática da Universidade Aberta, e Fundadora e Investigadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI).


No prefácio da obra, Maria Beatriz Rocha – Trindade escreve que com “a pesquisa realizada por Daniel Bastos, agora publicada no livro Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade fomos presenteados com mais um valioso contributo para o conhecimento da instituição, da cidade e do próprio fenómeno migratório português”.

Procurando contribuir para o conhecimento da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, prodigiosa obra dos brasileiros de torna – viagem, cuja existência se confunde durante mais de um século com a do Hospital de S. José, já que aquela foi inicialmente criada com o objectivo de administrar e gerir o estabelecimento hospitalar concelhio que seria nacionalizado em 1975 por força de um decreto polémico que nacionalizou os hospitais das Misericórdias, o trabalho de Daniel Bastos aborda sob o ponto de vista histórico, com recurso a imagens e citações, o percurso da instituição desde a Monarquia ao período republicano, atravessando a Ditadura Militar e o Estado Novo, assinalando o 25 de Abril para chegar aos nossos dias.

Em Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 anos ao Serviço da Comunidade (1862 – 2012), o historiador licenciado pela Universidade de Évora, cidade onde também fez o curso de Cultura Teológica promovido pelo Instituto Superior de Teologia, nesta fase a fazer o doutoramento em Ética e Filosofia Política na Universidade Católica de Braga, e vencedor, no ano passado, do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira, dá a conhecer a génese da instituição, os seus principais passos e realizações, factos e figuras.


 Segundo o historiador Artur Ferreira Coimbra, autor do posfácio do livro, nesta obra monográfica completa, consistente, assente em exaustivas pesquisas em arquivos e bibliotecas e leituras bibliográficas “assistimos às vicissitudes do lançamento, inauguração e consolidação do Hospital de S. José, ao aparecimento das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora, a criação do Asilo de Inválidos de Santo António, os vários legados e pedidos de apoios para o Hospital e o asilo, as influências políticas sobre as mesas da Misericórdia, consoante os regimes, os grandiosos cortejos de oferendas de 1944, 1955 e 1965, em benefício e para enriquecimento da unidade hospitalar e, mais recentemente, a reconfiguração, da instituição, com a perda da área da saúde, em 1975 e a viragem para as valências da terceira idade (lares Cónego Leite de Araújo, D. Joaquina Leite Lage e D. Alzira Oliveira Sampaio) e educação de infância (diversos jardins e centros de actividades de tempos livres)”.

No livro, além da galeria dos beneméritos da instituição, ao longo dos anos, são ainda meticulosamente referenciados os titulares das mesas administrativas da Santa Casa desde a fundação em 1862 à actualidade.

O livro Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 anos ao Serviço da Comunidade (1862 – 2012), edição da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, com aproximadamente 350 páginas, culmina o programa oficial de comemorações do 150º aniversário da instituição, que teve início em 23 de Março, com uma sessão solene no Lar Cónego Leite de Araújo.

 O programa computou ainda em 20 de Abril a inauguração no auditório da Biblioteca Municipal de uma exposição evocativa dos Cortejos de Oferendas em benefício do Hospital da Misericórdia entre 1944 e 1965, mês em que no âmbito da sessão solene local evocativa do 38.º aniversário da Revolução de Abril a Câmara Municipal de Fafe por unanimidade entregou a Medalha de Ouro de Mérito Concelhio à Santa Casa da Misericórdia de Fafe “em reconhecimento da sua relevante, rica e plurifacetada história, nas áreas da saúde, assistência social, educação e juventude, desenvolvida ao longo dos últimos 150 anos”. No dia 7 de Maio, a Santa Casa da Misericórdia de Fafe recebeu nas suas instalações do Lar - Sede Cónego Leite de Araújo, a poetisa brasileira Carmen Cardin que brindou a comunidade local com um notável sarau poético, evocando os laços históricos de união entre a instituição e o Brasil.

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