Durante
a tradicional
Missa do Galo, realizada na noite de
24 de Dezembro na Basílica de São Pedro, em Roma, o
Papa Francisco expôs uma reflexão na qual conferiu à história de Natal um
sublime paralelismo com os fluxos migratórios dos tempos atuais.
O Bispo de Roma, e como
tal, líder mundial da Igreja Católica, que evocou o nascimento singelo de Jesus
como uma “fonte de esperança” para os dias de hoje, comparou a história da
viagem de José e Maria, forçados a deixarem a sua terra de Nazaré em direção a
Belém “mas cheios de esperança no futuro pelo filho que estava prestes a
chegar”, com a história de milhares de pessoas que saem dos seus países de
origem em busca de uma vida melhor.
Numa
época em que a humanidade assiste a uma gravíssima crise
migratória, expressa, por exemplo, na chegada à Europa nos últimos anos de
milhões de pessoas que fogem de conflitos, terrorismo ou perseguições nas suas
terras natais, as palavras prementes do Papa Francisco demandam um compromisso
e resposta solidária mundial aos grandes movimentos hodiernos
de migrantes.
Contrariamente
a outros importantes protagonistas do palco mundial, que têm assumido atitudes
e posições titubeantes relativamente ao fluxo migratório, o Papa Francisco, ele próprio filho de emigrantes
italianos na Argentina, tem desde o início do seu pontificado difundido uma
mensagem de responsabilidade e preocupação com os migrantes.
A escolha há quatro anos de Lampedusa
para a primeira viagem apostólica do seu pontificado e a primeira de sempre de
um Sumo Pontífice à ilha italiana do Mediterrâneo, ponto de passagem
para milhares de imigrantes que tentam chegar à Europa, é reveladora do
profundo respeito que o Papa Francisco tem pelos milhares de pessoas e famílias
que procuram fora dos seus países de origem um futuro melhor.
Ainda
no decurso do ano que agora finda, o Papa lançou a campanha
"Partilhar a Viagem". Uma iniciativa a favor dos migrantes
para ajudar a debelar o crescimento do sentimento anti-imigrante na Europa e
nos Estados Unidos da América, que o líder religioso fundamentou com a defesa
do princípio basilar que os migrantes são "impulsionados pela
virtude cristã da esperança para encontrar uma vida melhor".
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