No
segundo semestre deste ano assinalam-se os 500 anos da primeira viagem de
circum-navegação do mundo, iniciada pelo navegador português Fernão de
Magalhães em setembro de 1519 e concluída pelo explorador espanhol Sebastián
Elcano, em setembro de 1522, após a morte do navegador luso.
Morgado de Fafe
O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma atitude proativa perante o mundo. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente. Nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor, historiador e professor minhoto, natural de Fafe, Daniel Bastos.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
O futuro do movimento associativo das comunidades portuguesas
O movimento associativo das comunidades portuguesas constitui um dos
mais importantes elos de ligação dos inúmeros compatriotas espalhados pelos
quatro cantos do mundo à língua, cultura, história e memória da pátria de
origem, e simultaneamente uma das marcas mais expressivas da inserção nos
territórios de acolhimento onde encetaram os seus percursos de vida e de
trabalho.
Espaços privilegiados de cultura e participação cívica, o movimento
associativo é a argamassa identitária que une as comunidades portuguesas,
catapultando as mesmas para um patamar de “verdadeiras
embaixadoras de Portugal pelo mundo fora”, como sobrelevou numa das últimas comemorações
do 10 de Junho o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
No
entanto, é percetível no seio das comunidades portuguesas que o movimento associativo da diáspora enfrenta, hoje, um desafio fundamental para
a sua própria sobrevivência futura, que advém
essencialmente do envelhecimento dos seus quadros dirigentes e das
dificuldades em captar a participação dos lusodescendentes. Este
último ponto está inclusivamente neste momento, a ser alvo de uma pesquisa por
parte do conselheiro das Comunidades Portuguesas no Canadá, Daniel Loureiro,
luso-canadiano a residir em Montreal, que pretende através desta via
"descobrir porque não há uma maior adesão dos lusodescendentes aos eventos
da comunidade".
Segundo
o mais jovem dos conselheiros das Comunidades Portuguesas, os jovens da
comunidade "são orgulhos das suas raízes e de pertencerem à comunidade
portuguesa", porém há que "preencher esse orgulho" com
atividades para "manterem viva a comunidade" que dentro de 40 ou 50
anos terá que se "rejuvenescer".
O
rejuvenescimento do movimento associativo das comunidades portuguesas é condição sine qua non para a sua sobrevivência, exigindo aos seus membros uma vivência
cultural que seja capaz de ultrapassar os impactos e conflitos geracionais.
Torna-se assim, indispensável a diversificação de atividades de
animação sociocomunitária, que possam conciliar a cultura tradicional
enraizada no movimento
associativo, com novas dimensões socioculturais, como o cinema, a literatura, o
design, a dança, o teatro, a arte ou a moda, entre outros, de modo a atrair as
jovens gerações de lusodescendentes e as mesmas impulsionarem a presença
portuguesa no mundo.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Rotary Club de Fafe abordou importância da História Local
Na
passada terça-feira à noite (12 de Fevereiro), no decurso da reunião semanal do
Rotary Club de Fafe, os membros desde movimento de estímulo a uma ação
profissional e comunitária ética e responsável, presente no concelho de Fafe há
mais de três décadas, refletiram sobre a importância da História Local.
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Os membros presentes na reunião semanal
do Rotary Club de Fafe no decurso da palestra “Terras de Monte Longo – Uma
abordagem à ruralidade de Fafe nos anos 70”.
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A
convite do presidente do Rotary Club de Fafe, Rodrigo Gonçalves, o historiador
Daniel Bastos proferiu uma palestra intitulada “Terras de Monte Longo – Uma
abordagem à ruralidade de Fafe nos anos 70”.
Através
do espólio do consagrado fotógrafo José de Andrade, que nos anos 70 captou um
conjunto expressivo e emblemático de imagens em
povoados rurais de Fafe, acervo que esteve na base do livro “Terras de Monte
Longo” concebido e realizado pelo historiador local, Daniel Bastos encetou uma
viagem pelas memórias do passado, não muito distante, do concelho profundo e
rural na transição
da ditadura para
a democracia.
Uma
viagem guiada pela objetiva humanista de um fotógrafo que permaneceu quase incógnito até
ao fim dos seus dias, e que encontrou em Fafe um palco privilegiado para revelar
nessa época as agruras da vida quotidiana no interior norte de Portugal.
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