Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O papel da imprensa local e regional numa cultura de informação de proximidade



É por todos (re) conhecido o papel importante que a imprensa local e regional ocupa na divulgação da cultura, da economia, da política, enfim do pulsar da vida das sociedades em que está inserida. Com incontáveis dificuldades, várias vezes sem o devido reconhecimento do poder político, e na maior parte dos casos sobrevivendo graças ao espírito de carolice dos seus directores e colaboradores, com mais ou menos dificuldades expostas pelas crises económicas, a tudo isto a imprensa local e regional vai resistindo dando ao país e às regiões, um exemplo, genuíno de abnegação, trabalho e sacrifico em prol de uma informação de proximidade.
Fafe é exemplo paradigmático desta cultura de imprensa e informação de proximidade, como comprovam os vários jornais que ao longo dos anos, e com orgulho pudemos dizer séculos, tem enriquecido o espólio cultural fafense. São ou foram vários mananciais de informação e cultura, mas todos com um ponto comum no passado e presente: extravasaram horizontes geográficos e temporais, perpetuando o nome da nossa terra e das nossas gentes.
É indubitável o papel que esta imprensa ocupa na divulgação e desenvolvimento da Lusofonia. Se por um lado diluem a saudade e distância dos nossos emigrantes espalhados pelos quatro cantos do mundo, também não é menos verdade que é na imprensa local e regional que se estreitam e fortalecem as identidades culturais em que estão inseridos os nossos patrícios.
            Saliente-se as inúmeras gerações que à sombra destas instituições de cidadania e escolas de valores têm (in) formado as populações. Desde a poesia ao conto, da dissertação filosófica mais aprofundada ao sentimento religioso mais acrisolado, ou à querela política mais apaixonada, acabando na notícia da aldeia mais remota do nosso concelho, é graças a esta informação genuína e depreendida que o espírito de solidariedade e filiação a Fafe persiste.

Sem comentários: