Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A origem do nome "Fafe"

Postal antigo da vila de Fafe

Comecemos pelo nome. A diversidade da alma e da terra indubitavelmente incorpora-se aí. Disseminada em diversas direcções, a raiz toponímica deslinda e infunde aspectos essenciais da história região.
Território de transição entre o Minho e Trás-os-Montes, embalado pelo ambiente de montanha, palmilhado por rios e ribeiros, recortado por vales, a Natureza marca a paisagem. É abundante a profusão de nomes de freguesias ligados à diversidade paisagística: Felgueiras, Monte, Pedraído, Ribeiros, Vinhós e Fafe, este último, porventura nome de um pássaro que existiria na região, um pisco-chilreiro de nome “Dom-fafe”.
A origem do nome não se afigura fácil e não reúne consensos. Mas não é assim que se analisa o passado, vive-se o presente e constrói-se o futuro? A evidência de ser uma povoação bastante recente, acrescido da designação árabe que aparece na forma medieval “Halafafe”, parece também querer explicar a origem do nome Fafe.
No entanto para Leite de Vasconcelos a proveniência do étimo “Fafe”, é de origem germana, representando “Fafe” o genitivo “Fafi” do nome “Fafo”, sendo que numa linha de análise tradicional o topónimo “Fafe” parece derivar de D. Godinho Fafes, senhor da terra e filho de D. Fafes Luz, rico-homem e alferes-mor do Conde D. Henrique.


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